STJ condena Marco Buzzi com perda do cargo após acusações de assédio sexual
Ministro permanecerá recebendo remuneração até que o STF determine a expulsão de maneira definitiva

Foto: José Alberto/STJ
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por maioria absoluta, nesta quinta-feira (6) a condenação do ministro Marco Buzzi com a perda do cargo por violação dos deveres funcionais em razão das acusações de assédio e importunação sexual, além de injúria, que ele foi alvo.
É a primeira vez que um ministro é punido com a nova pena máxima para violações graves, como definiu a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Anteriormente, a sanção mais dura para magistrados era a aposentadoria compulsória, que mantinha o recebimento do salário.
Mesmo com a decisão do STJ, a expulsão definitiva do ministro depende da confirmação do STF. Até que isso ocorra, Marco Buzzi continuará afastado das funções e receberá remuneração proporcional ao tempo de serviço, conforme prevê a nova regra do CNJ.
A defesa do ministro não comentou sobre o resultado. A advogada Maria Fernanda Saad falou com a imprensa ao final do julgamento e declarou que não comentaria o caso por causa do sigilo e se recusou a responder perguntas.
Já o advogado Daniel Bialsky, que defende uma das denunciantes, disse que o julgamento serviu como mensagem de que independentemente do cargo ou de poder, aqueles que cometem infrações devem ser punidos.
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