Justiça da Itália nega extradição para o Brasil e manda soltar Carla Zambelli
Corte máxima italiana anulou decisão anterior favorável ao envio da ex-deputada ao país e apontou que dupla cidadania não impede extradição

Foto: Estadão
A Justiça da Itália decidiu nesta sexta-feira (22) negar a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli para o Brasil e determinou sua libertação.
A decisão foi tomada pela Suprema Corte de Cassações da Itália, instância mais alta do Judiciário italiano, que anulou a autorização anterior concedida pela Corte de Apelações italiana ao pedido de extradição feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Zambelli estava presa na Itália desde 2025 após ser condenada pelo STF no Brasil.
Um dos principais pontos analisados pela Corte italiana foi a cidadania da ex-deputada. A defesa argumentava que a nacionalidade italiana impediria sua extradição, mas o tribunal rejeitou esse entendimento.
Na decisão, a Justiça afirmou que a cidadania italiana de Zambelli possui um “status meramente formal” e destacou que ela não possui “enraizamento social, territorial ou cultural efetivo na Itália”.
Os magistrados também ressaltaram que a ex-deputada obteve a cidadania por direito de sangue, mas construiu toda sua trajetória profissional e política no Brasil.
Segundo a sentença, o fato de Zambelli possuir dupla cidadania não impediria automaticamente a extradição. Pelo contrário, a Corte afirmou que a cidadania brasileira “fortalece o vínculo jurídico” da ex-parlamentar com o Brasil.
Apesar disso, a Suprema Corte decidiu anular a autorização anterior que permitia a extradição da ex-deputada brasileira.
Carla Zambelli foi condenada pelo STF por crimes relacionados à invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserção de documentos falsos em plataformas do Judiciário brasileiro.
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