Empresa de telemarketing é condenada a indenizar mulher após perguntas sobre vida sexual em processo seletivo
Justiça do Trabalho da Bahia considerou questionamentos abusivos e discriminatórios e fixou indenização de R$ 5 mil por danos morais

Foto: TRT-BA
Uma empresa de telemarketing foi condenada pela Justiça do Trabalho da Bahia a pagar indenização de R$ 5 mil por danos morais a uma mulher submetida a perguntas sobre sua vida sexual durante um processo seletivo para uma vaga de atendente.
A decisão foi tomada pela 3ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA), que entendeu que os questionamentos feitos à candidata eram abusivos e discriminatórios. Ainda cabe recurso da decisão.
De acordo com o processo, a mulher encontrou a vaga em uma plataforma de empregos e iniciou o processo seletivo para trabalhar em home office. Durante a seleção, ela foi submetida a um formulário com perguntas sobre exames de saúde e aspectos de sua vida sexual, o que foi considerado constrangedor pela Justiça.
A candidata chegou a participar de alguns dias de treinamento e foi informada de que começaria a trabalhar em breve. No entanto, acabou não sendo contratada após a empresa alegar que houve uma falha de conexão no sistema.
Ao analisar o caso, os magistrados concluíram que as perguntas ultrapassaram os limites aceitáveis de um processo seletivo e violaram a dignidade e a privacidade da candidata. Por isso, a empresa foi condenada a pagar a indenização como forma de reparar o constrangimento causado e evitar a repetição de práticas semelhantes.
A decisão ainda pode ser contestada pela empresa em instâncias superiores.
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