Sargento Isidório anuncia queixa-crime após problemas com ônibus em Salvador
Ele classificou os problemas na circulação dos ônibus como um possível boicote à democracia.

Foto: Reprodução
O deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) afirmou nesta terça-feira (27) ter apresentado uma queixa-crime contra o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), e empresários do setor de transporte público. O parlamentar acusa os envolvidos de supostamente descumprirem determinações relacionadas à oferta de transporte gratuito durante o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25).
Em pronunciamento publicado nas redes sociais, Isidório classificou os problemas na circulação dos ônibus como um possível boicote à democracia. Segundo ele, a redução da oferta de transporte teria dificultado o deslocamento de eleitores e prejudicado o exercício do direito ao voto. O deputado também alegou que a situação teria como objetivo favorecer politicamente os adversários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O parlamentar ainda acusou a administração municipal de abuso de poder e de descumprimento de ordem judicial. As acusações, no entanto, devem ser tratadas como alegações do deputado, e não como fatos comprovados.
Em uma publicação nas redes sociais, Isidório afirmou que levou o caso à Justiça da Bahia e defendeu a responsabilização dos envolvidos.
“Hoje fomos à Justiça da Bahia denunciar o suposto boicote ao transporte público, que teria prejudicado o direito do nosso povo de votar. Não aceitaremos manobras contra a democracia! O povo da Bahia é arretado, não se curva diante de ameaças e não baixa a cabeça para ninguém!”, escreveu.
No domingo (25), o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou o restabelecimento imediato da frota integral de ônibus de Salvador, com frequência equivalente à dos dias úteis e gratuidade para os passageiros.
A decisão foi tomada após denúncias de redução na oferta de veículos durante o segundo turno. O tribunal também estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento da ordem.
Na ocasião, o prefeito Bruno Reis afirmou que os atrasos decorreram de problemas operacionais e da retirada de adesivos de propaganda eleitoral dos ônibus. Ele negou que a prefeitura tivesse orientado a redução da frota com o objetivo de prejudicar eleitores.
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