Justiça torna réus 12 ex-executivos da Americanas por suspeita de fraude bilionária
Denúncia do MPF aponta manipulação de balanços e inclui o ex-CEO Miguel Gutierrez entre os acusados.

Foto: Divulgação
A Justiça Federal do Rio de Janeiro aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) e tornou réus 12 ex-executivos da Americanas por suspeita de participação na fraude contábil que levou a varejista a pedir recuperação judicial. A decisão foi tomada pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, e o processo tramita em segredo de Justiça.
Entre os réus está Miguel Gutierrez, ex-presidente-executivo (CEO) da companhia, apontado pelo MPF como principal responsável pelo esquema. Também respondem à ação Anna Saicali, José Timótheo de Barros, Anna Christina Sotero, Carlos Padilha, João Guerra, Murilo Corrêa, Maria Christina Nascimento, Fabien Picavet, Raoni Lapagesse, Luiz Saraiva e Jean Pierre Lessa.
Os ex-executivos foram denunciados por associação criminosa, falsidade ideológica e manipulação de mercado. Nove dos investigados também foram acusados de uso de informação privilegiada. Segundo o MPF, a antiga diretoria teria apresentado informações contábeis falsas ao conselho de administração e ao mercado de capitais, além de ocultar operações de crédito e registrar receitas sem lastro econômico.
A denúncia foi apresentada em 2025, quando o MPF apontou uma fraude estimada em pelo menos R$ 22,8 bilhões. Inicialmente, 13 ex-executivos e ex-funcionários foram denunciados, mas um deles, Márcio Cruz Meirelles, firmou acordo de colaboração premiada e não integra o grupo de réus desta ação.
Em nota, a Americanas afirmou que considera ter sido vítima de uma fraude estruturada e dolosa cometida por ex-executivos e declarou confiar no trabalho da Justiça e das autoridades. A aceitação da denúncia dá início à ação penal, mas não representa uma condenação dos acusados.
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