Fachin mantém prisão de cunhado de Vorcaro e solicita parecer da PGR sobre liberdade do ex-banqueiro
Magistrado solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre os pedidos de liberdade apresentados por investigados no caso Master

Foto: Reprodução/Redes Sociais
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu manter a prisão de Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, nesta quinta-feira (5). Na mesma decisão, o magistrado solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre os pedidos de liberdade apresentados por investigados no caso Master, entre eles o próprio Vorcaro, seu pai, Henrique Vorcaro, e seu primo, Felipe Vorcaro.
Também foram encaminhados à análise da PGR os pedidos de liberdade de Paulo Henrique Costa, ex-diretor do Banco de Brasília (BRB); Daniel Monteiro, ex-assessor jurídico de Vorcaro; Victor Lima Sedlmaier, apontado como integrante da Turma; e Marilson Roseno da Silva, policial aposentado que atuaria no grupo de inteligência.
A Procuradoria deverá avaliar ainda a continuidade das medidas cautelares impostas a Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central, e Ana Claudia Queiroz de Paiva, sócia de uma das empresas que teria realizado transferências financeiras destinadas a manter os pagamentos e as atividades do grupo.
Além disso, Fachin manteve o uso de tornozeleira eletrônica de Leonardo Augusto Furtado Palhares, sócio de uma empresa ligada a Vorcaro.
Na decisão, o presidente do STF justificou a continuidade das medidas cautelares e destacou que eventuais autorizações para deslocamentos deverão ser analisadas individualmente.
"No caso, considerando que as medidas cautelares fixadas nos autos devem ser mantidas, porque prosseguem adequadas, necessárias e suficientes à conveniência da instrução criminal, os eventuais pedidos deautorizações deslocamentos devem ser examinadas de maneira casuística e individualizada", diz a decisão.
No último dia 28, Daniel Vorcaro e outras 14 pessoas foram indiciados no inquérito que investiga possíveis esquemas envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).
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