Ronaldo Caiado afirma que federação entre União Brasil e PP é 'tiro no pé'
O governador de Goiás será candidato à Presidência da República
Foto: Valter Camargo/Agência Brasil
O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República em 2026, Ronaldo Caiado (União Brasil), voltou a se posicionar contra a proposta de federação entre seu partido e o Progressistas (PP). Em entrevista recente, Caiado classificou a possível união como “um tiro no pé” para ambas as legendas, argumentando que a aliança forçada poderia enfraquecer suas identidades políticas e estratégias eleitorais. A crítica foi feita dias após a Executiva Nacional do PP aprovar (18), a ideia de formar a federação, que uniria as siglas em atuações conjuntas nas eleições de 2026.
Diferentemente de uma fusão, como a que criou o União Brasil em 2022 a partir do DEM e do PSL, uma federação não extingue os partidos, mas exige que atuem como uma única força política em todo o país por pelo menos quatro anos. Isso significa que União Brasil e PP teriam de alinhar candidaturas, incluindo chapas para prefeitos, governadores e até a Presidência, preocupando Caiado. Pré-candidato ao Planalto, ele teme que a parceria limite sua autonomia e prejudique suas ambições, especialmente em um cenário onde o PP já sinaliza apoio a outros nomes para o pleito nacional.
Enquanto alguns dirigentes veem na federação com o PP uma chance de ampliar a base parlamentar e os recursos do fundo partidário, o governador goiano alerta para o risco de diluição ideológica. “Forçar essa federação seria um erro estratégico que comprometeria o futuro dos dois partidos”, disparou ele, segundo o jornal O Dia. A declaração também ecoa preocupações de aliados, que temem perder espaço em redutos eleitorais onde as siglas competem diretamente.