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STF avalia anulação de provas contra Palocci na Lava Jato

Ex-ministro delatou esquema de propinas bilionário, mas defesa alega que confissão foi feita sob pressão

| Autor: Redação Varela Net

Foto: Agência Brasil

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou, nesta sexta-feira (28), o julgamento que pode anular todas as provas e processos contra o ex-ministro Antônio Palocci no âmbito da Operação Lava Jato. A análise ocorre em plenário virtual e seguirá até o dia 6 de abril.

O colegiado é formado pelos ministros Edson Fachin (presidente), Gilmar Mendes, Dias Toffoli, André Mendonça e Nunes Marques. Entre eles, Fachin, Gilmar e Toffoli já se manifestaram de forma crítica à operação, o que indica uma possível maioria para manter a decisão monocrática de Toffoli. A Procuradoria-Geral da República (PGR) contestou a decisão do ministro, que determinou a "nulidade absoluta de todos os atos praticados contra o ex-ministro", incluindo a fase pré-processual da Lava Jato.

A decisão de Toffoli também beneficiou outros nomes envolvidos nas investigações, como os empresários Marcelo Odebrecht, Raul Schmidt Felippe Júnior e Léo Pinheiro, além do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB). Palocci, que firmou um acordo de delação premiada, revelou um esquema de pagamentos ilícitos que totalizaria R$ 333,5 milhões, envolvendo repasses de empresas, bancos e indústrias a políticos e partidos entre 2002 e 2014.

Em um depoimento de 2017, o ex-ministro afirmou que existia um "pacto de sangue" entre Lula e Emílio Odebrecht, que envolveria uma propina de R$ 300 milhões. No entanto, sua defesa argumenta que ele foi coagido a firmar o acordo de colaboração.

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