PF diz ao STF que Bolsonaro cometeu crime ao associar vacina a Aids
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e outras autoridades da área de saúde já esclareceram que as vacinas não trazem doenças e que na verdade evitam contaminação

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal afirmou que o presidente Jair Bolsonaro cometeu incitação ao crime quando associou a vacina contra a Covid-19 ao risco de contrair Aids.
A associação não corresponde à verdade. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e outras autoridades da área de saúde já esclareceram que as vacinas não trazem doenças e que na verdade evitam contaminação.
Bolsonaro fez a relação falaciosa entre vacina da Covid e risco de pegar Aids em uma live nas redes sociais no dia 22 de outubro de 2021.
A delegada Lorena Lima Nascimento, responsável pelo caso, pediu autorização do STF para indiciar Bolsonaro.
A PF concluiu que os dois praticaram incitação ao crime, conduta que, no Código Penal, pode dar prisão de três a seis meses.