Flávio Bolsonaro critica reajuste de 15% do Bolsa Família de Lula e chama aumento de “merreca”
Com a atualização, o valor mínimo do benefício passará de R$ 600 para R$ 691

Foto: Ricardo Stuckert/Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou o reajuste de 15% anunciado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o Bolsa Família. Em live realizada nesta quinta-feira (17), o senador classificou o aumento como uma “merreca”, chamou a medida de “desespero” e afirmou que o governo estaria tentando comprar votos.
Com a atualização, o valor mínimo do benefício passará de R$ 600 para R$ 691. Os novos valores serão pagos a partir de 19 de outubro, conforme o calendário do programa. Segundo o governo, o reajuste de 15,04% recompõe a inflação acumulada desde março de 2023.
Durante a transmissão semanal em seu canal no YouTube, Flávio afirmou que o aumento não seria suficiente para melhorar as condições de vida das famílias beneficiárias.
“Lula, é esta cartada que você tem? Dar 15% de reajuste no Bolsa Família? Só isso? Essa merreca? Não tem vergonha na cara? Está achando que vai comprar o voto do pobre dando mais R$ 90 para o pobre? Acha que R$ 90 dará vida melhor para pobre? Deixa de ser cara de pau, Lula. Está dando migalha, miséria para quem recebe Bolsa Família”, declarou.
Na sequência, o candidato também criticou os gastos atribuídos ao presidente Lula e à primeira-dama, Janja da Silva, mencionando viagens e itens de luxo.
Flávio disse que Lula se tornou um “homem rico”, que anda com relógios caros e gasta com viagens com a primeira-dama, Janja da Silva. “Para passear pelo mundo, ele gasta R$ 7 bilhões e para ajudar os pobres, ele gasta R$ 5 bilhões.”
Apesar das críticas, Flávio afirmou que pretende manter o Bolsa Família e o reajuste caso seja eleito. “Comigo, está garantido o Bolsa Família. Vou manter esse reajuste, mas vou fazer muito mais que isso”, falou.
O candidato também citou um cenário de prejuízo nas estatais e aumento de preços para questionar o impacto do reajuste no poder de compra dos beneficiários. “Daqui a seis meses, os R$ 90 foram engolidos pela inflação, não valem mais nada.”
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