Diretora da Fiesp critica fim da escala 6x1 e diz: “Aos sábados vamos ao salão de beleza”
Durante audiência no Senado, representante da entidade afirmou que a mudança para a jornada 5x2 pode afetar diversos setores e defendeu maior flexibilização das relações de trabalho

Foto: Letycia Bond/Agência Brasil
A diretora-executiva Jurídica da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Luciana Nunes Freire, criticou, nesta quarta-feira (2), a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 durante audiência pública realizada no Senado Federal.
Ao defender a manutenção do modelo atual e se posicionar contra a adoção da jornada 5x2, a representante da Fiesp afirmou que a mudança poderá impactar o funcionamento de diversos serviços considerados essenciais.
Durante o debate sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de trabalho, Luciana questionou como estabelecimentos como salões de beleza, supermercados e farmácias funcionariam aos fins de semana caso a nova regra seja aprovada.
A audiência reuniu representantes de diferentes setores para discutir os impactos econômicos e sociais da proposta.
A Fiesp defende uma alternativa em discussão no Senado que amplia a possibilidade de negociação direta entre empregado e empregador sobre a jornada de trabalho, permitindo maior flexibilização dos contratos e da carga horária, em vez da adoção obrigatória da escala 5x2.
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