PF levou sete meses para enviar quebra de sigilo de Lulinha ao STF
Demora foi uma das motivações para o início da crise entre a polícia e o ministro relator dos casos do INSS e Master

Foto: Divulgação
A Polícia Federal levou mais de sete meses para enviar ao ministro André Mendonça os dados das quebras de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A demora teria sido um das motivações para o atrito entre a polícia e Mendonça, que é relator dos inquéritos do INSS e do Banco Master.
O magistrado ordenou a derrubada dos sigilos fiscais, bancários e telemáticos do primogênito do chefe do Executivo em dezembro do ano passado, no âmbito da investigação sobre desvios de aposentados e pensionistas.
O ministro mandou a polícia enviar a seu gabinete os dados brutos do caso, ou seja, a íntegra das quebras em razão da demora para encaminhar o resultado das diligências e devido a outras decisões da PF que incomodaram Mendonça, como a troca da coordenação da PF responsável pela apuração do INSS.
A Polícia Federal, porém, interpretou a decisão como uma invasão da autonomia investigativa da corporação. A PF chegou a acionar a Advocacia-Geral da União para estudar a apresentação de um recurso perante o STF (Supremo Tribunal Federal) para derrubar a ordem judicial, entretanto nenhuma medida jurídica foi concretizada.
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