Caso Marielle Franco: STF tem decisão unânime na condenação dos réus
"Quadro estarrecedor de captura do estado por uma rede criminal complexa", afirmou o Ministro Cristiano Zanin.

Foto: reprodução
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em decisão unânime, votaram a favor da condenação dos irmãos Brazão como mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Chiquinho e Domingos Brazão, Ronald Paulo de Alves Pereira, Rivaldo Barbosa e Robson Calixto Fonseca foram condenados pelo crime.
Votaram durante a sessão realizada nesta quarta-feira (25) os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Alexandre de Moraes, que destacou as motivações políticas do crime e da tentativa de encobrir as investigações contra a ação das milícias feitas pela deputada. "Se juntou a questão política com misoginia, com racismo, com discriminação. Marielle era uma mulher preta, pobre, que estava peitando os interesses de milicianos", afirmou o ministro. Ele também caracterizou o assassinato para além de um atentado parlamentar, mas também como "um crime de dominação do crime organizado".
Em conclusão ao seu voto, o ministro do Supremo votou pela condenação dos irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão, por planejar, mandar e pela tentativa de homicídio da assessora de Marielle.
O ministro Cristiano Zanin seguiu o voto de Alexandre de Moraes e destacou que o assassinato de Marielle demonstra a infiltração de milícias nos órgãos públicos do Rio de Janeiro. "Quadro estarrecedor de captura do estado por uma rede criminal complexa com profunda penetração nos poderes públicos", afirmou o ministro.
Flávio Dino, presidente da turma, foi o último ministro a fazer o seu voto. Ele criticou as falhas nas investigações e, ao final, acompanhou os demais ministros. “Havia uma motivação que exclui a possibilidade de ter sido um crime por engano, como infelizmente já aconteceu no Rio de Janeiro, e exclui também a ideia de que tenha sido um crime de momento, um impulso. Não. Foi um crime previamente preparado, planejado", disse o ministro.
Os ministros do Supremo Tribunal definirão ainda hoje as penas dos condenados.
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