NotíciasCidadeOnda de violência no Centro Histórico de Salvador assusta baianos e turistas

Onda de violência no Centro Histórico de Salvador assusta baianos e turistas

Casos de furtos e assaltos à luz do dia na região ganharam o notíciário nas últimas semanas

| Autor: Cláudio Max

Foto: Divulgação/Secom

Assaltos à luz do dia, furtos, arrombamentos de lojas. A região central de Salvador se tornou palco de uma crescente onda de violência que vem assustando baianos e turistas. Somente nos últimos dias, dois casos cujas vítimas foram visitantes da cidade ganharam repercussão no noticiário local.  

No sábado (22), no Pelourinho, dois turistas da Romênia acabaram feridos após entrarem em luta corporal com dois homens que levaram o celular de um deles. A dupla conseguiu fugir. 

Um vídeo feito por outras pessoas que presenciaram a cena mostra os amigos romenos ensanguentados. Eles registraram um boletim de ocorrência na Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur). Ninguém havia sido preso até a publicação deste texto.

“Pelourinho, não mais”

No episódio mais recente, também no fim de semana, a influenciadora Mariana Guzman usou as redes sociais para relatar que o  marido, o advogado Luiz Guzman, foi furtado enquanto passeava pelo Centro Histórico.

Em publicações no Instagram, ela contou que, depois do caso dos turistas romenos, decidiu guardar colar e pulseira para não chamar atenção. O marido, contudo, esqueceu  de esconder a corrente que usava sob a camisa. 

“Chegou um rapaz bem novinho, não tinha mais que 16 anos. Ele chegou por trás muito silencioso, puxou a camisa dele, puxou a corrente. Como a gente não reagiu, ele nem correu, ele andou um pouco mais rapido, só”, descreveu a manager da Maia Produções, agência e produtora do blogueiro Carlinhos Maia. 

Na sequência, a influencer cobrou ação das autoridades para a questão da segurança pública. “Vamos ter mais zelo, né? Gente do mundo inteiro visita esse lugar tão maravilhoso. É falta de cuidado mesmo, tá? Porque isso é recorrente. Então falta o que para vocês tomarem outras providências?”, questionou.

“Está a cada dia pior”

O Varelanet esteve no Pelourinho para ouvir frequentadores e comerciantes sobre a recente onda de violência na região. De acordo com a maioria dos relatos, diante do atual cenário de insegurança, já se percebe um esvaziamento em parte do Centro Histórico —mesmo em dias de semana.  

"Está a cada dia pior a segurança pública, principalmente nessa região. Um lugar lindo, mágico, um dos principais pontos turísticos da cidade, parece estar entregue a bandidos", lamentou a advogada Juliana Pontes. 

Em geral, comerciantes temem que a explosão de assaltos afaste de vez soteropolitanos e turistas, o que impactará economicamente o segmento. 

A reportagem também ouviu queixas de que os roubos e furtos são recorrentes no perímetro entre a Praça Castro Alves e o Cine Glauber Rocha, um dos poucos cinemas de rua existentes na capital e ladeado por  dois luxuosos hotéis.  

Nem mesmo um módulo policial a poucos metros dali cinema inibe a ação de criminosos.

O que diz a Secretaria de Segurança Pública

Questionada pelo Varelanet a respeito do avanço da violência non Centro Histórico de Salvador, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) respondeu, por meio de nota, que a região possui grande aparato de forças policiais. 

De acordo com a pasta, o policiamento naquela área, incluindo o Pelourinho, é realizado por equipes do 18° Batalhão da Polícia Militar,, com efetivos distribuídos a pé e também em viaturas (bases móveis do tipo van, carros convencionais e motocicletas), além da Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur).

A SSP não forneceu dados acerca das ocorrências registradas na região.
 

Tags

Notícias Relacionadas