NotíciasBrasilTSE abre três novas investigações contra Flávio por suposta ligação com milícias e "Dark Horse"

TSE abre três novas investigações contra Flávio por suposta ligação com milícias e "Dark Horse"

Senador é investigado por suspeitas envolvendo milícias, "Dark Horse" e pressão dos Estados Unidos

| Autor: Redação - Varela Net
TSE abre três novas investigações contra Flávio por suposta ligação com milícias e "Dark Horse"

Foto: Vittor Sales

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou a abertura de três novas ações de investigação judicial eleitoral contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os processos investigam suspeitas de irregularidades associadas à atuação de milícias e facções criminosas no Rio de Janeiro, ao financiamento do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, e à pressão de aliados do parlamentar sobre o governo dos Estados Unidos para retaliar o Brasil.

As ações foram apresentadas pela coligação Brasil Pronto para Mais, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e foram admitidas pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, na quinta-feira (5).

Nesta fase, o tribunal avaliou somente se as solicitações cumpriam os requisitos formais para tramitar. As denúncias ainda serão investigadas, e os envolvidos terão oportunidade de apresentar suas defesas. Caso venham a serem condenados, Flávio Bolsonaro e os demais investigados poderão ficar inelegíveis.

Uma das ações questiona a possível influência de organizações criminosas sobre o processo eleitoral no Rio de Janeiro. A representação indicam supostas relações entre aliados de Flávio e integrantes de milícias e do Comando Vermelho, além de investigar se o controle territorial exercido por esses grupos pode ter interferido na liberdade de escolha dos eleitores.

Outra investigação envolve o financiamento do filme Dark Horse, cinebiográfica que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro. A campanha de Lula questiona recursos pedidas por Flávio ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo proprietário do Banco Master.

A suspeita é de que os valores possam ter sido utilizados para beneficiar eleitoralmente o senador, seja por meio da própria produção ou de outras destinações, inclusive nos Estados Unidos.

A terceira ação apura a atuação de apoiadores de Flávio Bolsonaro junto ao governo norte-americano para pressionar por medidas de retaliação contra o Brasil. O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), que integrou a chapa do senador como candidato a vice-presidente, também é alvo desse processo.

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