Debate sobre documentos do caso Master provoca bate-boca ao vivo na GloboNews
Questionamento sobre quais informações ainda deveriam ser divulgadas gerou reação de Octavio Guedes durante o Estúdio i

Foto: Redes Sociais
Um debate sobre a divulgação de documentos relacionados ao caso Master terminou em um bate-boca entre os jornalistas Malu Gaspar e Octavio Guedes, nesta sexta-feira (11), durante o Estúdio i, da GloboNews. A discussão ocorreu após Guedes afirmar que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) defendem ter acesso ao conteúdo completo da investigação antes da sessão extraordinária marcada para terça-feira (15).
Malu questionou quais documentos, na avaliação de Guedes, ainda precisariam ser tornados públicos. “Queria entender que tipo de documento o Octavio acha que precisa vir à tona”, perguntou. O jornalista reagiu e afirmou que a cobrança não partia dele, mas de ministros do STF com quem havia conversado.
“Malu, não sou eu, não. Desculpa, assim, não. Estou dizendo que ouvi ministros que alegam que para julgar o caso eles precisam ter conhecimento de todo o material”, respondeu Guedes.
Na sequência, Octavio afirmou que sua função era apenas relatar as informações obtidas junto aos integrantes da Corte e que não participaria do julgamento. “Estou aqui como repórter, ouvindo e trazendo informação. Não estou advogando para ninguém”, disse.
Segundo o jornalista, os ministros receberam pela manhã um link com documentos relacionados à investigação, mas o material disponibilizado não reuniria todos os arquivos do caso. Ele afirmou ainda que os integrantes do Supremo devem receber um HD com outros documentos, cujo conteúdo, naquele momento, ainda não seria conhecido pelos ministros.
Malu retomou o debate e citou as 52 mensagens que se tornaram públicas após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de parte do material relacionado ao caso. Para a jornalista, o conjunto de mensagens e documentos divulgado até agora já permite compreender o contexto da investigação.
A discussão ocorre poucos dias antes da sessão extraordinária do STF marcada para terça-feira, quando a Corte deverá analisar o pedido de investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. A definição sobre quais documentos estarão disponíveis aos ministros também passou a fazer parte do debate em torno da análise do caso.
Guedes voltou a reforçar que a defesa pelo acesso integral ao material não representa uma posição pessoal. “Não estou advogando para ninguém. Estou dizendo que os ministros alegam que, para tomarem uma decisão, precisam ter conhecimento do todo e não da parte”, completou.
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