Brasil alcança menor nível de pobreza e extrema pobreza desde 2012
Dados foram divulgados pelo IBGE em comparação com 2012

Foto: Max Haack/ Agência Haack
O Brasil registrou uma redução significativa na pobreza e extrema pobreza entre 2022 e 2023, de acordo com a pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2024, divulgada pelo IBGE. Cerca de 8,7 milhões de pessoas deixaram a linha da pobreza, que ainda afeta 59 milhões de brasileiros. No mesmo período, 3,1 milhões saíram da extrema pobreza, que continua sendo realidade para 9,5 milhões.
Os números refletem o menor índice já registrado desde o início da série histórica, em 2012. A pesquisa utiliza os parâmetros definidos pelo Banco Mundial, que considera em situação de pobreza aqueles que vivem com até US$ 6,85 por dia (cerca de R$ 665 mensais). Já a extrema pobreza é definida para rendas abaixo de US$ 2,15 diários, ou cerca de R$ 209 por mês.
Entre os fatores que explicam essa melhora estão o aquecimento do mercado de trabalho e a ampliação de benefícios sociais. Segundo Leonardo Athias, gerente de Indicadores Sociais do IBGE, "os benefícios têm um impacto muito grande na extrema pobreza, enquanto a redução da pobreza está mais associada ao dinamismo no mercado de trabalho."
Mesmo com os avanços, crianças e adolescentes de até 14 anos permanecem como o grupo mais vulnerável. Cerca de 44,8% dessa faixa etária vivem em situação de pobreza, e 7,3% estão em extrema pobreza. Por outro lado, os idosos apresentam os menores índices, com apenas 2% na extrema pobreza e 11,3% na pobreza.
Os dados destacam avanços significativos, mas também reforçam os desafios ainda presentes na luta contra a desigualdade no Brasil. O país segue lidando com as consequências de um histórico de desigualdade social que afeta milhões, mesmo com melhorias recentes nos indicadores econômicos.