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Quem eram as quatro vítimas mortas no desabamento de galpão na Bahia

Três trabalhadores morreram ainda no local do acidente

| Autor: Redação - Varela Net
Quem eram as quatro vítimas mortas no desabamento de galpão na Bahia

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O desabamento de um galpão em construção deixou quatro pessoas mortas e outras duas feridas na quinta-feira (10), em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia.

As vítimas foram identificadas como José Carlos Marcelino da Silva, de 25 anos; Ullisses Rodrigues Barbosa, de 26; Sergio Silva dos Santos, de 30; e Jackson dos Santos Silva, de 33 anos.

Três trabalhadores morreram ainda no local do acidente. Uma quarta vítima chegou a ser socorrida e levada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu aos ferimentos. Os outros dois trabalhadores feridos têm 45 e 48 anos e apresentam quadro de saúde estável.

Os quatro mortos trabalhavam para a AM Reformas, empresa terceirizada que prestava serviços para a Galvani. Em nota, a empresa lamentou a morte dos colaboradores e manifestou solidariedade aos familiares e amigos das vítimas. A companhia informou também que está oferecendo assistência às famílias e colaborando com as autoridades responsáveis pela apuração do acidente.

Jackson dos Santos Silva, José Carlos Marcelino da Silva e Ullisses Rodrigues Barbosa exerciam a função de carpinteiros. Já Sergio Silva dos Santos trabalhava como encarregado. Jackson integrava a equipe desde novembro de 2025, enquanto José Carlos e Ullisses estavam na empresa desde julho de 2026. Sergio fazia parte do quadro de funcionários desde agosto de 2020.

Natural de Barrocas, na região do sisal, Jackson havia deixado o município cerca de um ano antes para trabalhar em Luís Eduardo Magalhães. Ele não era casado, mas deixa a companheira e um filho de dois anos. Até a última atualização desta reportagem, a família ainda não havia definido os horários do velório e do sepultamento.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), do Corpo de Bombeiros e do Departamento de Polícia Técnica (DPT) foram mobilizadas após o acidente. Ambulâncias da própria empresa também participaram do atendimento às vítimas.

A Galvani, empresa do setor de fertilizantes e responsável pelo galpão que estava em construção, informou, em nota, que o acidente ocorreu por volta das 10h, durante as obras da unidade localizada em Luís Eduardo Magalhães. Segundo a empresa, os trabalhadores envolvidos pertenciam a uma companhia terceirizada.

Ainda de acordo com a Galvani, a prioridade no momento é prestar assistência às pessoas afetadas pelo acidente. A empresa afirmou que as equipes responsáveis foram mobilizadas para acompanhar a ocorrência.

A companhia também declarou que está colaborando com as autoridades competentes e que novos esclarecimentos serão divulgados à medida que informações confirmadas forem obtidas. As causas e circunstâncias do desabamento deverão ser investigadas.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) informou que acompanha o caso. Segundo o órgão, uma análise preliminar está em andamento para verificar a existência de elementos que possam justificar a abertura de um inquérito destinado a apurar as circunstâncias do acidente.

Após a conclusão dessa avaliação inicial, o MPT poderá decidir pela instauração de um procedimento específico para investigar o ocorrido.

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