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Jornalista Wanda Chase morre aos 74 anos em Salvador

Com uma carreira marcada pela representatividade, ela deixa um legado de luta e inspiração

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Reprodução/Redes sociais

A jornalista Wanda Chase faleceu na madrugada desta quinta-feira (3), em decorrência de complicações de uma cirurgia. Nascida em Manaus, Wanda - ou "Wandinha", como era carinhosamente chamada por amigos - construiu uma trajetória brilhante no jornalismo e na militância pela igualdade racial. Ela foi condecorada como cidadã soteropolitana e estava prestes a receber o título de cidadã baiana.

A morte da jornalista foi lamentada por familiares, colegas e admiradores. Em nota, sua família expressou pesar pela perda:

"A família Chase lamenta, com pesar, informar o falecimento da irmã, tia e tia-avó Wanda Chase. Jornalista, uma mulher pioneira e inspiradora na luta pela igualdade racial e pela representatividade na mídia".

Com uma carreira de destaque, Wanda passou por grandes veículos de comunicação, incluindo o Jornal A Crítica, Rede Manchete, TV Cabo Branco, Rede Globo Nordeste e, por 27 anos, TV Bahia. Além de repórter, editora e apresentadora, ela foi uma voz ativa no movimento negro, promovendo a valorização da cultura afrodescendente e a inclusão da comunidade preta nos meios de comunicação.

Mesmo após sua aposentadoria, Wanda manteve-se ativa profissionalmente. Ela escrevia a coluna "Opraí Wanda Chase" no Portal iBahia, além de desenvolver projetos como o podcast "Bastidores com Wanda Chase" e um livro sobre a história da axé music.

Curiosamente, apesar de sua militância em pautas sociais progressistas, Wanda era evangélica, o que surpreendia muitas pessoas ao conhecerem essa faceta de sua vida.

Sua trajetória deixa um legado de inspiração, luta e compromisso com a equidade racial no Brasil. Seu impacto seguirá vivo através das inúmeras vidas que influenciou e das barreiras que ajudou a romper.

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