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Israel realiza ataque em Beirute e mata integrante do Hezbollah

Israel realiza ataque em Beirute e mata integrante do Hezbollah

O ataque foi realizado na madrugada desta terça-feira (1º)

| Autor: Redação

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Israel lançou um ataque aéreo na madrugada desta terça-feira (1º) nos subúrbios ao sul de Beirute, capital do Líbano, matando ao menos quatro pessoas, incluindo um integrante do Hezbollah, segundo fontes de segurança libanesas. A operação, que atingiu um prédio residencial no bairro de Dahiyeh, foi a segunda ofensiva israelense na região em menos de uma semana, intensificando as tensões após meses de uma trégua frágil com o grupo militante apoiado pelo Irã. O Exército israelense afirmou que o alvo era Hassan Ali Mahmoud Bdeir, descrito como um membro do Hezbollah e da Força Quds iraniana, acusado de colaborar com o Hamas em um plano de ataque iminente contra civis israelenses.

O bombardeio, que não teve aviso prévio ao contrário de ações anteriores, danificou os três andares superiores do edifício, conforme relatos de testemunhas e jornalistas no local. Ambulâncias foram mobilizadas rapidamente, enquanto famílias fugiam em pânico para outras partes da cidade. O Hezbollah confirmou a morte de Bdeir e de seu filho, também membro do grupo, enquanto o Ministério da Saúde libanês reportou sete feridos, incluindo uma mulher entre as vítimas fatais. A ação ocorre em meio a uma escalada regional, com Israel retomando ataques em Gaza e enfrentando os houthis no Iêmen, o que sugere uma nova fase de confronto com o chamado "eixo de resistência" liderado pelo Irã.

A ofensiva reacendeu críticas internacionais e temores de que o cessar-fogo firmado em novembro de 2024 entre Israel e Hezbollah, mediado por França e Estados Unidos, esteja à beira do colapso. O presidente libanês, Joseph Aoun, condenou o ataque como uma "violação contínua" do acordo, enquanto o presidente francês, Emmanuel Macron, classificou os bombardeios como "inaceitáveis" e prometeu discutir a questão com líderes israelenses e americanos. Israel, por sua vez, justificou a ação como uma resposta a ameaças diretas, com o ministro das Relações Exteriores, Gideon Sa’ar, exigindo que o governo libanês combata "organizações terroristas" em seu território. O Hezbollah, embora negue envolvimento em recentes disparos de foguetes contra Israel, chamou o ataque de "agressão severa" e pediu uma reação diplomática de Beirute.

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