Ronaldo Caiado sairá do União Brasil para ser candidato ao Planalto
Governador de Goiás comentou sobre decisão ao partido e prevê "processo bruto" na eleição deste ano

Foto: Secom-GO
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, revelou em entrevista que deve deixar o União Brasil para disputar a eleição presidencial deste ano. A declaração foi dada nesta terça-feira (27), à rádio Nova Brasil, em Goiânia.
Durante a entrevista, Caiado revelou que já comunicou à cúpula do partido sua saída e que o seu destino deve ser definido nos próximos dias. “Eu já informei o presidente do partido, o [Antônio] Rueda, o ACM Neto, que é meu amigo-irmão, e já disse que entendo a dificuldade do partido. Só que, nessa situação, eu já estou buscando também uma alternativa para ter outro partido pelo qual me candidatar”, disse Caiado.
O governador de Goiás disse que a sua saída do União Brasil vem sendo debatida "desde o período do Natal e do Ano Novo". “Irei até o fim. Estou em contato com outros partidos, e o entendimento é avançarmos para a campanha. Isso é algo a ser resolvido nos próximos dias”, declarou.
CORRIDA PELO PLANALTO
Caiado também comentou sobre se as diversas candidaturas do centro-direita fortaleceriam a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve disputar a reeleição. Caiado negou e apontou que o petista só quer uma única candidatura da oposição.
“O que o Lula quer é um candidato só. Vamos ser realistas: é um governo sem escrúpulos e com a máquina toda montada para destruir um candidato apenas”, disse o governador.
“Imagine o nível de retaliação contra um candidato único durante 10 meses? Esse é um processo bruto com o PT no poder. Se tivermos um candidato só, ele terá dificuldade de caminhar de hoje até 4 de outubro. Se tivermos três ou quatro, ele [Lula] vai atirar em todos, mas um tiro vai pegar na clavícula, o outro vai pegar no braço. Não haverá nenhum tiro no coração durante o 1º turno. No 2º turno, aquele que atravessar será eleito”, acrescentou.
Por fim, Caiado também comentou sobre a importância do apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro a um candidato da direita. No entanto, o governador de Goiás disse que "uma coisa é ele ser candidato; outra é indicar um candidato. São duas coisas distintas. Por mais prestígio que a pessoa tenha, não se consegue transferir 100% dos votos"
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