“Parece, mais uma vez, um jogo combinado”, diz Flávio Bolsonaro após suspensão da Lei da Dosimetria por Moraes
Declarações foram feitas durante entrevista coletiva antes do lançamento da chapa pura do PL em Santa Catarina

Foto: Luiz Silveira/STF | Carlos Moura/Agência Senado
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou, neste sábado (9), a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que suspendeu a aplicação da chamada Lei da Dosimetria até a conclusão da análise do texto pela Corte.
A medida foi determinada um dia após a promulgação da lei pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
As declarações foram feitas durante entrevista coletiva antes do lançamento da chapa pura do PL em Santa Catarina.
Durante a coletiva, Flávio classificou a decisão do magistrado como uma “canetada burocrática” contra uma medida aprovada pelo Congresso Nacional.
“Parece, mais uma vez, um jogo combinado. Mais uma vez é a democracia que fica abalada. É uma decisão do Congresso Nacional, em sua grande maioria, defendendo a Lei da Anistia, que, numa canetada monocrática, mais uma vez, o ministro do Supremo revoga a decisão de nós, os verdadeiros representantes do povo”, afirmou o senador.
O parlamentar também disse que o país estaria “se acostumando” com esse tipo de decisão judicial, mas garantiu que a oposição continuará reagindo.
“Mas o Brasil parece que está se acostumando com isso, mas nós não vamos nos acostumar”, declarou.
Ainda durante a entrevista, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro acusou Moraes de atuar em um suposto “jogo combinado” com o relator da proposta no Congresso, o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP).
“Eu acho estranho, porque foi o próprio Alexandre de Moraes que escreveu o texto que foi aprovado no Congresso Nacional. Foi ele que interditou o debate no Legislativo, tanto na Câmara quanto no Senado, porque nós queríamos a anistia ampla, geral e irrestrita”, disse.
Na sequência, Flávio sugeriu que Paulinho da Força teria mantido interlocução direta com o ministro durante a tramitação da proposta.
“Estranhamente, o relator na Câmara tem muita proximidade com o ministro, porque parece que ele recebia diretamente dele, perguntando o que poderia ou não estar nesse texto da dosimetria”, afirmou o parlamentar.
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