Oposição critica Lula após EUA classificarem facções como organizações terroristas
Pré-candidatos da oposição aproveitaram o anúncio do governo norte-americano para fazer críticas à política de segurança pública do governo Lula

Foto: Rede Social
Após os Estados Unidos decidirem classificar as facções criminosas brasileiras PCC e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, pré-candidatos da oposição passaram a criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A medida foi confirmada nesta quinta-feira (28) e entrará em vigor a partir de 5 de junho. Flávio Bolsonaro (PL), um dos articuladores da iniciativa, compartilhou um vídeo nas redes sociais sobre o anúncio do presidente Donald Trump e celebrou a decisão com a frase: “Grande dia”.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre agenda nos Estados Unidos desde o início da semana.
Flávio também afirmou que fez mais pelo Brasil do que o governo Lula no combate ao crime organizado, confirmando que a viagem teve o objetivo de concluir as articulações em favor da medida.
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que a colaboração dos Estados Unidos com o Brasil é “muito bem-vinda”. Após críticas anteriores a Flávio Bolsonaro por conta do envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, Zema classificou a iniciativa do senador como positiva.
“Quem ameaça a nossa soberania é exatamente o PCC e o Comando Vermelho. Eles dominam territórios dentro do Brasil. Lá, quem manda são eles, não o governo. Nossa soberania não está ameaçada, ela está roubada. E o Lula nunca fez nada a respeito. Pelo contrário, só passa pano para bandido”, disse.
Quem também se manifestou foi o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que criticou a forma como o governo Lula combate o crime organizado.
“Os Estados Unidos classificaram o PCC e o Comando Vermelho como terroristas. Lula os classifica como vítimas. Essa é a diferença entre um governo que protege o povo e um governo que protege o crime. Chega de PT. Chega de narcotráfico”, afirmou.
O Palácio do Planalto tem adotado cautela em relação ao tema. Antes da decisão, Lula já havia se manifestado contra a interferência de outros países em assuntos relacionados à soberania brasileira.
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