Lula sugere a eleitor receber auxílio e 'dar uma banana' para Bolsonaro ao votar
O ex-presidente também destacou que o auxílio de R$ 600 e os benefícios previstos na PEC para taxistas e motoristas de caminhão só valerão "até dezembro"

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O ex-presidente Luiz Inácio da Silva (PT), criticou o pacote de auxílios ofertado por Jair Bolsonaro (PL), em ato na Grande São Paulo, neste sábado (9). Lula lembrou que no início da pandemia os partidos da oposição defenderam o valor de R$ 600 para o auxílio emergencial, enquanto o governo Bolsonaro defendia R$ 200.
O ex-presidente também destacou que o auxílio de R$ 600 e os benefícios previstos na PEC para taxistas e motoristas de caminhão só valerão "até dezembro".
"Olha, por que esse fascista pensa que o povo vai ser tratado como se fosse ignorante ou gado, que ele achava que vai comprar dando um programa para seis meses? O conselho que eu quero dar para vocês é o seguinte: se o dinheiro cair na conta de vocês, peguem, e compra o que comer. E na hora de votar, dê uma banana neles e votem para a gente mudar a história desse país."
Em seguida disse: "É assim que a gente tem que fazer: não recuse o dinheiro não. Se cair, pegue. Compre comida, um sapatinho para o seu filho, compre o que você quiser. Mas, na hora do voto, é preciso votar em quem vai cuidar desse país definitivamente".
O ex-presidente participou do ato na Praça da Moça, em Diadema, primeiro município paulista a ser governado pelo PT. Em seu discurso, Lula reforçou dizendo que acabará com o teto de gastos em um eventual governo, e fez críticas a empresários.
"A minha causa é provar para a elite brasileira que a gente vai recuperar esse país. Vamos acabar com o tal teto de gastos. O que queremos é fartura de emprego, comida e respeito neste país", disse.
"Tem gente que acha que eu não gosto de empresários, mas eu gosto. Sabe o que eu fico puto da vida? Faço reuniões e eles só querem saber de teto fiscal, garantia fiscal. Não tem um que abre a boca para falar de garantia social, teto de empregos que vamos criar. Só falam de banco. Queremos saber é do nosso emprego, do nosso salário, da renda que o trabalhador vai ter", continuou.
Ao final, Lula fez uma defesa da bandeira brasileira, e afirmou que ela é de todos os brasileiros: "Ela não é de fascista, é de quem trabalha, é das mulheres, dos negros, da sociedade brasileira. Por isso temos que ter orgulho de usar nossa bandeira", disse.