Jaques Wagner critica votação sobre quebra de sigilo de Lulinha e questiona condução da CPMI
Líder do governo no Senado contesta validação de votação na CPMI do INSS e defende procedimento mais equilibrado

Foto: Divulgação
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, afirmou nesta quinta-feira (26) que a votação que aprovou a quebra de sigilo fiscal e bancário de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, foi “manipulada” e prometeu recorrer da decisão tomada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social.
A votação ocorreu durante sessão da CPMI nesta quinta-feira, que terminou em confusão, com bate-boca e empurrões entre parlamentares, e precisou ser suspensa temporariamente. O resultado aprovado inclui requerimentos para a quebra de sigilos de Lulinha e de outras pessoas e entidades citadas nas investigações.
Wagner afirmou, em entrevista à CNN Brasil, que o número de votos contrários contados por ele foi maior do que o divulgado oficialmente, e que, por isso, a deliberação foi conduzida de maneira equivocada. “Houve uma manipulação… não sei exatamente como esse imbróglio vai terminar”, disse o senador.
Ele também informou que a base governista pretende recorrer da decisão ao presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, com o objetivo de que o caso seja analisado pela mesa ou pela Comissão de Justiça do Senado.
Apesar das críticas, Wagner afirmou que Lulinha pode prestar esclarecimentos à CPMI, desde que o processo seja conduzido com “equilíbrio”, defendendo que outras pessoas citadas nas investigações também tenham a oportunidade de depor.
A aprovação dos requerimentos foi um dos principais pontos de disputa na sessão, que teve momentos de tensão entre governistas e opositores. Parlamentares da base aliada argumentam que a votação foi conduzida de forma irregular, enquanto a presidência da comissão e outros integrantes defendem a validade do resultado.
Até o momento, não houve manifestação oficial da CPMI ou de Lulinha sobre as declarações feitas por Wagner. O caso segue em desenvolvimento e poderá gerar novas etapas de debate político e jurídico nos próximos dias.
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