Flávio Bolsonaro apoia decisão dos EUA contra PCC e CV e diz que medida vai “asfixiar” facções
Senador afirmou que classificação das organizações criminosas como grupos terroristas pode ampliar o combate financeiro às facções brasileiras

Flávio Bolsonaro |Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O senador Flávio Bolsonaro defendeu a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Em publicação e entrevistas concedidas nesta sexta-feira (5), o parlamentar afirmou que a medida tem potencial para “asfixiar” financeiramente as facções e dificultar suas operações internacionais.
Segundo Flávio, o enquadramento permitirá ampliar mecanismos de cooperação internacional e de rastreamento de recursos ligados aos grupos criminosos. O senador argumentou que o combate ao crime organizado precisa ultrapassar as fronteiras brasileiras e atingir as estruturas financeiras que sustentam as atividades das facções.
A decisão do governo norte-americano entrou em vigor nesta sexta-feira e inclui PCC e CV em listas utilizadas pelos Estados Unidos para aplicar sanções e restrições contra organizações consideradas ameaças à segurança. A medida foi formalizada pelo Departamento de Estado americano após semanas de debates sobre o tema.
Flávio Bolsonaro comemorou a decisão e lembrou que havia defendido publicamente a classificação das facções como organizações terroristas durante encontros realizados nos Estados Unidos. O senador considera que o reconhecimento internacional reforça a gravidade da atuação desses grupos criminosos e aumenta a pressão sobre suas redes de financiamento.
A medida, entretanto, gerou reações divergentes. Integrantes do governo federal e especialistas em segurança pública demonstraram preocupação com possíveis impactos sobre a cooperação policial entre Brasil e Estados Unidos, além de questionamentos relacionados à soberania nacional. Autoridades brasileiras também avaliam os efeitos jurídicos e diplomáticos da decisão.
O debate ocorre em meio ao avanço das discussões sobre segurança pública durante o período eleitoral de 2026. Enquanto apoiadores da medida defendem que o enquadramento fortalece o combate ao crime organizado, críticos afirmam que a classificação pode trazer consequências diplomáticas e políticas que ainda precisam ser avaliadas pelos dois países.
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