Eduardo Bolsonaro diz que pretende voltar ao Brasil e descarta pedir cidadania dos EUA
Ex-deputado afirmou que o green card garante segurança jurídica para permanecer nos Estados Unidos, mas disse que deseja retornar ao país quando houver condições.

Foto: Pedro França / Agência Senado
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que pretende voltar ao Brasil e que, neste momento, não cogita solicitar a cidadania dos Estados Unidos. A declaração foi dada em entrevista ao portal Metrópoles, publicada nesta terça-feira (21).
Segundo Eduardo, apesar de ter conseguido recentemente o green card, documento que garante residência permanente em território norte-americano, seu objetivo continua sendo retornar ao Brasil.
“O Brasil é minha terra, eu quero retornar ao Brasil. Não pensei nessa questão de cidadania americana. É algo que ocorre depois de cinco anos com o green card, quando existe a possibilidade de se tornar cidadão americano. Não estou pensando nisso neste momento”, afirmou.
Na segunda-feira (20), o ex-parlamentar anunciou que recebeu o green card e explicou que o documento oferece maior segurança jurídica para permanecer nos Estados Unidos enquanto segue desenvolvendo suas atividades no país.
“A residência me dá segurança jurídica e tranquilidade para trabalhar aqui”, declarou.
Durante a entrevista, Eduardo também comparou sua situação à do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), que chegou a ser detido por autoridades migratórias norte-americanas em abril de 2026 e foi liberado após apresentar um pedido de asilo político.
Segundo Eduardo, a obtenção do green card evita que ele enfrente problemas semelhantes relacionados à permanência nos Estados Unidos.
“Isso que aconteceu com o Ramagem não acontece comigo porque eu tenho a residência americana. O Ramagem estava acobertado pela Justiça americana porque tinha um pedido de asilo aberto, mas em uma situação mais precária”, disse.
Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde o início de 2025. Após perder o mandato parlamentar, ele passou a intensificar a atuação política no exterior, alegando ser alvo de perseguição política no Brasil e mantendo contato com autoridades e parlamentares norte-americanos. Recentemente, também foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo, decisão da qual recorre.
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