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Damares reage a críticas de aliados de Flávio e diz: “Parem de atacar os seus soldados”

Damares afirmou que vem sendo criticada sob a acusação de ter deixado de apoiar o candidato da direita

| Autor: Redação - Varela Net
Damares reage a críticas de aliados de Flávio e diz: “Parem de atacar os seus soldados”

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), uma das principais apoiadoras da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, afirmou nesta segunda-feira (14) que tem sido alvo de críticas por parte de aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.

A declaração ocorre após informações divulgadas pelo portal Metrópoles no domingo (13), segundo as quais Damares teria afirmado que não faria novas contribuições para o plano de governo de Flávio e que só passaria a ajudá-lo após uma possível vitória nas eleições. Nesta segunda, durante discurso no Senado, a parlamentar negou que a decisão represente um rompimento com o senador e reforçou que ele continua sendo seu nome escolhido para a disputa presidencial.

"Eu queria dizer para esse exército da direita: parem de atacar os seus soldados. Não é dessa forma que vocês vão mostrar para o Brasil que é muito bom ser conservador. Não. Tem muita gente rejeitando a nossa proposta, porque estão dizendo: é isso que é ser conservador? Atacar seu próprio soldado, atacar seu próprio exército?" disse em discurso durante sessão do Senado.

Em seguida, Damares afirmou que vem sendo criticada sob a acusação de ter deixado de apoiar o candidato da direita, mas destacou que existem outros nomes no campo conservador. Segundo ela, Flávio Bolsonaro continua sendo o pré-candidato indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

"E eu estou apanhando, porque eu supostamente abandonei o candidato da direita. Bem, a direita tem mais de um pré-candidato agora. A direita não tem só um pré-candidato, tem mais de um, mas o pré-candidato indicado pelo ex-presidente Bolsonaro é o Flávio. Eu sou uma bolsonarista e o Flávio Bolsonaro ainda é o meu pré-candidato. Ele é o indicado pelo (ex-)presidente Bolsonaro e eu sou do time."

A senadora também afirmou que os ataques contra ela seriam resultado de uma articulação financiada, mas não indicou quem estaria por trás das críticas.

"A quem interessa essa fragilidade da direita? Será que tem dinheiro envolvido nesses ataques todos? Quanto a mim, eu tenho uma dúvida: todas as vezes em que eu vou avançar num projeto de lei contra a pedofilia, eu sou atacada; a indústria se mobiliza em me atacar para me desacreditar. A mim, eu tenho algumas suspeitas. Agora, e os demais da direita que são atacados o tempo todo? Quem está por trás dessa campanha difamatória contra os soldados da direita?"

Ex-ministra dos Direitos Humanos durante o governo Jair Bolsonaro, Damares havia sido convidada para participar das discussões relacionadas ao tema no plano de governo de Flávio Bolsonaro.

Durante o discurso, a senadora também comentou a crise envolvendo Michelle Bolsonaro e Flávio. Ela afirmou que a criação do grupo Imparáveis, formado por mulheres ligadas à política e próximas da ex-primeira-dama, não representa uma tentativa de afastar mulheres do Partido Liberal (PL).

"Estão dizendo que ela criou um novo partido, que ela criou um novo movimento, que ela quer destruir o Flávio... Gente, conheçam antes de falar. A Michele tem inúmeros grupos de fã-clubes e os ex-assessores montaram mais um, chamado Imparáveis. Que loucura! Que momento difícil nós estamos vivendo no Brasil."

A tensão entre Michelle e Flávio Bolsonaro aumentou após a ex-primeira-dama publicar, no dia 24 de junho, dois vídeos nas redes sociais em que fez críticas ao senador. Na ocasião, ela afirmou que foi “maltratada e desrespeitada” por Flávio e disse que ele teria sido ríspido com ela.

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