Carlos Bolsonaro acusa Lula de “estelionato eleitoral” após mudança de posição sobre maioridade penal
senador eleito defendeu que a redução da maioridade penal deveria continuar entre as propostas apresentadas pelo presidente

Foto: Reprodução/Instagram/Ricardo Stuckert
O senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC) usou as redes sociais nesta quinta-feira (5) para criticar o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em um vídeo publicado na internet, ele acusou o petista de deixar de lado uma promessa de campanha relacionada à redução da maioridade penal e questionou a mudança de posição após o resultado das eleições.
“Mais uma vez Lula prometeu picanha e entregou abóbora. Isso tem nome, estelionato eleitoral.” A declaração faz referência à promessa de campanha de Lula, em 2022, de que a população voltaria a ter acesso à picanha. O senador eleito defendeu que a redução da maioridade penal deveria continuar entre as propostas apresentadas pelo presidente.
No vídeo, Carlos também questionou se a discussão teria sido retirada de pauta caso o país estivesse sob o comando do ex-presidente Jair Bolsonaro ou do senador Flávio Bolsonaro. Ele ainda mencionou pesquisas que, segundo sua avaliação, apontariam apoio da maioria da população à redução da maioridade penal, e acusou o governo de desconsiderar essa posição. No entanto, a publicação não especificou quais levantamentos embasaram a afirmação.
A discussão sobre o tema ocorreu durante a votação da PEC da Segurança Pública no Senado, na terça-feira (3). Na ocasião, os senadores aprovaram o requerimento apresentado pelo relator da proposta, Rogério Carvalho (PT-SE), para que a redução da maioridade penal fosse analisada separadamente.
O governo defendeu a aprovação da PEC sem a inclusão do tema, com o objetivo de preservar o texto encaminhado pela Câmara dos Deputados e evitar que a proposta precisasse passar por uma nova votação na Casa. Apesar disso, em 15 de outubro, Lula declarou, durante sabatina na TV Globo, ser favorável à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos, conforme checagem da Agência Lupa realizada durante o debate eleitoral.
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