Brasil fica fora de acordo internacional sobre terras raras liderado pelos Estados Unidos
Países do G7 discutem criação de reserva estratégica de minerais críticos para reduzir dependência da China

Foto: Eric Lee / The New York Times
Os países que integram o G7 avançaram nas negociações para criar uma reserva estratégica de terras raras e minerais críticos, iniciativa apoiada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O objetivo é garantir o fornecimento de matérias-primas consideradas essenciais para setores como tecnologia, energia, defesa e indústria de alta complexidade.
A proposta surge em meio às preocupações com a forte dependência global da China, principal produtora e processadora de terras raras. Esses minerais são utilizados na fabricação de baterias, veículos elétricos, semicondutores, equipamentos militares e dispositivos eletrônicos.
Apesar de possuir uma das maiores reservas desses recursos naturais do mundo, o Brasil não aderiu à iniciativa. Segundo a reportagem, o governo brasileiro optou por manter uma postura independente em relação ao acordo e não participou das articulações conduzidas pelos países do G7.
Especialistas apontam que o interesse internacional pelas terras raras tem crescido nos últimos anos devido à disputa geopolítica entre grandes potências e à necessidade de diversificar as cadeias globais de fornecimento. Nesse cenário, países com grandes reservas minerais, como o Brasil, ganham importância estratégica nas discussões sobre segurança econômica e energética.
A movimentação liderada pelos Estados Unidos busca reduzir a vulnerabilidade dos países ocidentais diante de possíveis restrições de exportação impostas pela China. Enquanto as negociações avançam entre as nações do G7, o Brasil segue acompanhando o tema sem integrar formalmente a proposta de criação da reserva estratégica.
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