NotíciasPolíticaBolsonaro classifica delação de Mauro Cid como "tortura" e acusa Alexandre de Moraes

Bolsonaro classifica delação de Mauro Cid como "tortura" e acusa Alexandre de Moraes

A delação aconteceu após a denúncia da PGR

| Autor: Redação

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro classificou a delação do tenente-coronel Mauro Cid, seu ex-ajudante de ordens, como uma forma de "tortura". A declaração foi feita após a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciar Bolsonaro e outros 33 indivíduos por envolvimento em um suposto golpe de Estado e organização criminosa.

Em entrevista à CBN Recife, Bolsonaro afirmou que os vídeos vazados da audiência de Mauro Cid com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mostram que Cid foi pressionado a mudar seus depoimentos. Bolsonaro alegou que Moraes ameaçou o pai, a esposa e a filha de Cid, criando um ambiente de intimidação. A delação de Mauro Cid foi fundamental para embasar a investigação que resultou na denúncia de 34 pessoas. A defesa dos acusados criticou a falta de acesso à íntegra da delação, argumentando que o acesso ao acordo permitiria uma visão mais ampla sobre as acusações do delator.

Bolsonaro negou qualquer tentativa de golpe de Estado no fim de 2022 e afirmou que discussões sobre decretos de estado de sítio e estado de defesa foram apenas hipóteses consideradas como "remédios constitucionais". Ele também comparou a situação atual com casos da Lava Jato, onde processos foram anulados devido a pressões semelhantes.

A situação continua a gerar debates acalorados, com a defesa de Bolsonaro argumentando que a condução da audiência de Cid extrapolou os limites legais e criou um ambiente de coação. Até o momento, nem o STF nem a defesa de Cid se manifestaram oficialmente sobre as acusações feitas por Bolsonaro.

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