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Áudio atribuído a presidente da Câmara de Feira cita prejuízos a terceirizados que não votarem em Flávio

Gravação que circula nas redes sociais menciona possíveis consequências para trabalhadores terceirizados; presidente da Câmara de Feira de Santana afirma que áudio foi produzido por inteligência artificial

| Autor: Redação - Varela Net
Áudio atribuído a presidente da Câmara de Feira cita prejuízos a terceirizados que não votarem em Flávio

Foto: Divulgação

Um áudio atribuído ao presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana, Marcos Lima (União Brasil), levantou questionamentos sobre uma possível pressão política contra trabalhadores terceirizados ligados à administração municipal. Na gravação, o interlocutor defende o voto no senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais e afirma que o município poderá sofrer prejuízos caso o candidato não seja eleito.

No áudio que circula nas redes sociais, a voz atribuída ao vereador afirma que o grupo político do prefeito José Ronaldo (União Brasil) é de direita e apoia o número 22, utilizado por Flávio Bolsonaro na urna.

“É importante eu passar para vocês, porque se caso acontecer alguma coisa que venha prejudicar vocês, vocês estarem sabendo que não foi por falta de aviso”, diz um trecho da gravação.

O interlocutor também afirma que Feira de Santana poderia enfrentar dificuldades por não contar com o apoio dos governos estadual e federal. Na gravação, ele atribui ao grupo político do PT a intenção de deixar de ajudar municípios que não apoiem seus candidatos, mas não apresenta provas para sustentar essa afirmação.
Áudio menciona possíveis consequências
Em outro trecho, a voz atribuída ao presidente da Câmara relaciona o futuro do município ao resultado da eleição presidencial e volta a mencionar os trabalhadores terceirizados.

“Se a gente não tiver o apoio do governo federal para ajudar a cidade de Feira de Santana, vamos ter muitos prejuízos em nossa cidade”, afirma.

Na sequência, o interlocutor faz referência ao posicionamento político dos trabalhadores e menciona a possibilidade de consequências futuras caso adotem uma posição diferente.

“Então, caso contrário, vocês entender de forma diferente, que é um direito de vocês entender da forma que vocês querem entender, pode vir algum prejuízo futuramente”, diz a gravação.

As declarações levantaram questionamentos sobre uma possível prática de assédio eleitoral, que pode ocorrer quando trabalhadores são pressionados ou ameaçados em razão de suas escolhas políticas. A eventual caracterização de uma irregularidade, porém, depende da apuração dos fatos e da análise das provas.

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