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Polícia de São Paulo pede à Justiça transferência de Sérgio Nahas, preso em Praia do Forte

De acordo com a polícia paulista, a operação de transferência já foi combinada com as autoridades baianas

| Autor: Redação - Varela Net
Polícia de São Paulo pede à Justiça transferência de Sérgio Nahas, preso em Praia do Forte

Foto: Polícia Militar/Arquivo Pessoal

A Polícia de São Paulo solicitou à Justiça, na quinta-feira (22), a transferência do empresário Sérgio Nahas, preso na Bahia, para a capital paulista.

Nahas foi detido na Praia do Forte, no município de Mata de São João, a cerca de 60 km de Salvador, mais de 23 anos após ter matado a tiros a ex-esposa no apartamento do casal em Higienópolis, região central de São Paulo.

De acordo com a polícia paulista, a operação de transferência já foi combinada com as autoridades baianas e deve ocorrer na próxima semana, caso a Justiça autorize que Nahas cumpra a pena em território paulista, local onde o crime foi cometido. A ação ficará sob coordenação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

No momento da prisão, Nahas foi encontrado com 13 pinos de cocaína, três celulares e um carro da marca Audi. Ele foi identificado por câmeras de reconhecimento facial instaladas na vila de Praia do Forte e estava hospedado em um condomínio de luxo na região.

O empresário foi condenado pela Justiça de São Paulo em 2018, e a sentença foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado, que aumentou a pena para 8 anos e 2 meses em regime fechado e determinou a expedição do mandado de prisão.

A defesa de Nahas, porém, contesta a condenação. Em nota, a advogada Adriana Machado e Abreu afirmou que continuará “se socorrendo à justiça e utilizará as medidas jurídicas cabíveis, pois há, com todo respeito, muitas falhas no processo e não poderemos correr o risco de mantermos um inocente preso”.

Os advogados também informaram que Nahas já residia na Bahia há alguns anos antes da expedição do mandado de prisão e que “há pedidos em andamento nas Cortes Superiores e, por causa do recesso, o andamento ficou comprometido”.

Além disso, a defesa destacou que Nahas é uma “pessoa idosa e com graves problemas de saúde” e que “não tinha qualquer interesse em descumprir as determinações da justiça”.

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