PF irá incluir disputa por ilha de Richarlison em investigação contra Flávio Bolsonaro
Inclusão do caso acontece depois do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciar, na quarta-feira (21), que pediria uma investigação sobre a propriedade situada na Ilha Comprida

Foto: Reprodução/Redes sociais - Charles Vieira
A Polícia Federal vai expandir a investigação sobre as relações entre o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, e o advogado Willer Tomaz para incluir a disputa pela posse de uma ilha em Angra dos Reis (RJ), envolvendo o jogador Richarlison. O inquérito já apura suspeitas de lavagem de dinheiro associadas ao advogado, que também é investigado por possíveis vínculos com fraudes em descontos de benefícios do INSS.
A inclusão do caso acontece depois do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciar, na quarta-feira (21), que pediria uma investigação sobre a propriedade situada na Ilha Comprida. Em postagem nas redes sociais, Lula afirmou que o atacante teria desembolsado R$ 10 milhões pelo imóvel e acabou prejudicado na disputa pela posse.
A polêmica veio à tona após Richarlison acusar Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz de agirem para remover a propriedade dele depois da recusa em vendê-la ao senador. O jogador do Tottenham, da Inglaterra, argumenta que pagou R$ 10 milhões pela ilha.
Tomaz contesta a versão do jogador e diz que Richarlison adquiriu o imóvel de pessoas sem legitimidade para negociá-lo. O advogado afirma que a compra feita por sua empresa seguiu os trâmites legais e possui escritura pública, registro em cartório e documentação da Secretaria do Patrimônio da União (SPU).
O advogado também alega que o atleta perdeu disputas judiciais vinculadas à propriedade em diferentes instâncias, inclusive no Superior Tribunal de Justiça (STJ), e desistiu da ação em 2025. Tomaz nega que Flávio tenha participado da negociação e afirma que a aquisição foi feita exclusivamente por sua empresa.
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