Imagens mostram banho de tenente-coronel após morte de PM e ampliam suspeitas em SP
Câmeras corporais indicam troca de roupa e possível comprometimento de vestígios

Foto: Reprodução/Redes Sociais
No Brasil, um dos casos que mais têm mobilizado o país é o feminicídio da policial militar Gisele Alves Santana, soldado de 32 anos, morta em São Paulo. O principal suspeito é o próprio marido, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, que inicialmente apresentou a versão de suicídio.
Um dos principais pontos da investigação é o fato de o tenente-coronel ter tomado banho logo após o ocorrido. Registros das câmeras corporais mostram que ele não foi impedido de entrar no banheiro e, minutos depois, deixou o local já com outra roupa.
Por volta das 9h19, policiais militares comentam sobre a situação e são orientados a registrar o episódio no boletim de ocorrência. Cerca de cinco minutos depois, o suspeito sai do banheiro vestindo uma calça jeans, dobra a bermuda que usava anteriormente e a guarda no armário.
Às 9h29, ele deixa o apartamento após o banho e a troca de roupa. Em seguida, volta a relatar aos policiais a sua versão do que teria ocorrido.
A sequência é considerada relevante pelos investigadores, já que a atitude foi vista como incomum e pode ter comprometido possíveis vestígios que ajudariam na apuração do caso.
Além de negar envolvimento na morte, o tenente-coronel também foi indiciado por fraude processual, sob suspeita de tentar adulterar a cena e distorcer a dinâmica dos fatos.
Imagens de câmeras corporais usadas por policiais militares que atenderam à ocorrência reforçam as suspeitas. Nas gravações, agentes demonstram desconfiança em relação ao comportamento do suspeito ainda nos primeiros momentos após o crime.
Durante a ação, policiais chegaram a classificar a situação como “estranha” e levantaram a hipótese de morte suspeita, contrariando a versão inicial apresentada.
As imagens também indicam um possível tratamento diferenciado em razão da patente. Segundo relatos, em uma situação semelhante envolvendo um civil, a condução poderia ter sido imediata, sem a possibilidade de qualquer alteração na cena.
Outro fator que aumentou as suspeitas foi a ausência de sinais de tentativa de socorro à vítima, como vestígios de sangue no corpo do suspeito, o que reforçou dúvidas sobre a versão apresentada.
O caso segue sob investigação e foi oficialmente tratado como feminicídio. O tenente-coronel foi preso, e as autoridades buscam esclarecer as circunstâncias da morte da policial.
Varela Net agora mais perto de você: receba as notícias em tempo real no seu WhatsApp clicando aqui.


