Bebê retirada do ventre da mãe recebe alta e ficará sob os cuidados da avó em MT
A bebê deixou a maternidade na última sexta-feira (15)

Foto: Reprodução
A filha de Emilly Beatriz de Azevedo Sena, a adolescente grávida brutalmente assassinada por uma mulher que queria roubar o bebê, recebeu alta hospitalar e foi entregue aos cuidados da avó materna.
A criança deixou a maternidade na última sexta-feira (15) e está bem. Desde o crime, a recém-nascida permaneceu internada, pois a autora do homicídio, Nataly Hellen Martins, havia levado o bebê ao hospital alegando que era sua filha.
A fraude foi descoberta após exames de DNA confirmarem que a criança pertencia à vítima, Emilly. Antes de ser entregue à família, a recém-nascida precisou retornar ao hospital para correção na certidão de nascimento e para realizar o teste do pezinho. Agora, ela está na casa da avó materna, que ficará responsável por sua criação.
Relembre o caso
Nataly Hellen Martins, 25 anos, fingiu estar grávida por meses, chegando a realizar um chá de revelação para sustentar a mentira. No dia do crime, atraiu Emilly até sua casa em Cuiabá com a promessa de doar roupas para o bebê. A jovem, que morava em Várzea Grande, desapareceu na tarde de quarta-feira (13), e seu corpo foi encontrado enterrado em uma cova rasa no quintal da residência da suspeita.
A farsa foi descoberta quando Nataly levou o bebê ao hospital, onde levantou suspeitas da equipe médica por não apresentar sinais de uma gravidez recente. A polícia foi acionada e, ao conectar o desaparecimento de Emilly com a chegada de Nataly ao hospital, passou a investigar o caso.
Nataly e seu marido foram presos em flagrante por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. No entanto, ele foi liberado após a suspeita afirmar em depoimento que agiu sozinha. Outras duas pessoas também chegaram a ser detidas, mas foram liberadas posteriormente. A polícia segue apurando se houve mais envolvidos no crime. A justiça converteu a prisão de Nataly para preventiva.
Em depoimento, Nataly alegou que sofreu abortos espontâneos e escondeu da família porque sonhava em ser mãe novamente. Ela também confessou ter cavado o buraco onde enterrou Emilly antes mesmo da chegada da vítima à sua casa.
A defesa da suspeita solicitou uma avaliação da saúde mental dela. O advogado Icaro Vion de Paula afirmou que o pedido de reconhecimento de insanidade mental busca garantir “uma aplicação da justiça correta e condizente com a realidade dos fatos”.