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Trump ameaça “aniquilar” Irã e diz esperar acordo após eleições nos EUA

Presidente americano afirmou que Teerã terá de escolher entre um acordo e novas ações contra a República Islâmica

| Autor: Redação - Varela Net
Trump ameaça “aniquilar” Irã e diz esperar acordo após eleições nos EUA

Foto: Divulgação/Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (22), durante discurso na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que considera duas possibilidades para o futuro do Irã: um acordo para que o país possa se reconstruir ou a intensificação das ações contra a República Islâmica. Em um dos principais momentos da fala, Trump chegou a questionar se deveria “aniquilar” o regime iraniano.

“Será que um acordo será feito com o Irã? Será que vamos deixar eles reconstruírem um país ainda melhor, melhor do que era antes? Talvez um dos melhores do Oriente Médio ou do mundo? Ou será que eu aniquilo a República Islâmica?”, afirmou Trump.

Apesar do tom de ameaça, o presidente americano também indicou disposição para uma solução negociada. Segundo ele, um acordo poderia ser alcançado depois das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, marcadas para novembro.

“Acho que teremos um acordo logo depois da eleição, porque não faz sentido para que eles não façam um acordo”, declarou. Trump afirmou ainda que não considera as eleições um fator para sua política em relação ao Irã e reforçou que sua principal preocupação é impedir que o país obtenha uma arma nuclear.

“A única coisa que está na minha mente é que o Irã nunca terá uma arma nuclear”, disse.

O discurso ocorre em meio à guerra entre Estados Unidos e Irã, que já dura meses e tem provocado impactos na segurança e no comércio internacional, especialmente na região do Estreito de Ormuz. Trump defendeu as ações militares americanas e afirmou que elas impediram o avanço do programa nuclear iraniano.

A declaração sobre o Irã foi um dos pontos centrais do discurso de Trump, que também abordou conflitos e disputas envolvendo outras regiões. O presidente afirmou que os Estados Unidos atuaram para encerrar oito conflitos armados e voltou a se apresentar como um líder interessado em promover acordos de paz.

Trump também falou sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia e afirmou que acredita ser possível chegar a uma solução diplomática. “Trabalhamos muito perto dos líderes da Rússia e da Ucrânia e nós conseguiremos fazer isso. Isso vai acontecer mais rapidamente do que as pessoas pensam”, declarou.

Na área de segurança, o presidente americano voltou a defender ações contra cartéis de drogas e comparou as organizações criminosas ao Estado Islâmico. Também citou Venezuela, Cuba e México ao falar sobre a política de segurança dos Estados Unidos no continente americano.

Outro tema abordado foi a inteligência artificial. Trump defendeu a liderança americana no desenvolvimento da tecnologia e passou a utilizar o termo “superinteligência” para se referir ao avanço da IA. Ele também criticou organismos internacionais e voltou a atacar o Tribunal Penal Internacional (TPI), que classificou como uma instituição contrária aos Estados Unidos.

O discurso de Trump ocorreu após a fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que abriu a sessão da Assembleia Geral. A programação oficial da ONU prevê o Debate Geral da 81ª sessão entre 22 e 26 de setembro.

A delegação iraniana deixou o plenário durante o discurso de Trump, segundo a Associated Press.

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