EUA indiciam Raúl Castro por morte de cidadãos norte-americanos
Em meio às tensões entre EUA e Cuba, governo Trump pede “justiça pelos norte-americanos” e Cuba rebate

Foto: Divulgação
O ex-presidente cubano Raúl Castro, de 94 anos, irmão de Fidel Castro, foi indiciado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos pelos crimes de homicídio e destruição de aeronaves ligados ao caso da derrubada de dois aviões civis em 1996.
O tribunal federal de Miami havia expedido um mandado de prisão em 23 de abril. Segundo as autoridades norte-americanas, o caso envolve a derrubada de duas aeronaves desarmadas operadas pelo grupo humanitário cubano-americano Hermanos al Rescate (“Irmãos ao Resgate”), que resultou na morte de quatro pessoas.
Na época, Fidel Castro afirmou que as forças militares cubanas agiram sob ordens permanentes para interceptar aeronaves que violassem o espaço aéreo do país. Já a Organização da Aviação Civil Internacional concluiu posteriormente que o ataque ocorreu em águas internacionais.
Segundo o procurador-geral interino dos Estados Unidos, Todd Blanche, outras cinco pessoas também respondem ao processo. As acusações incluem conspiração para matar cidadãos norte-americanos e destruição de aeronaves civis. Autoridades ligadas ao governo Donald Trump afirmaram que a denúncia busca “justiça para as vítimas americanas” do caso ocorrido em 1996.
O governo cubano rejeitou o processo e classificou a medida como “politicamente motivada”. O caso ocorre em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Cuba durante o governo de Donald Trump.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Washington pretende ampliar negociações com Cuba em troca de cooperação política e econômica. Já o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, criticou as medidas norte-americanas e afirmou que as declarações da Casa Branca foram “superficiais e desinformadas”.
Raúl Castro foi ministro da Defesa de Cuba por cerca de cinco décadas e assumiu a presidência do país em 2008, após a saída de Fidel Castro. Ele deixou o cargo em 2021, mas segue influente na política cubana.
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