Colômbia inicia segundo dia de buscas após terremoto que matou mais de 100 pessoas
Tremor deixou mais de 100 mortos, dezenas de feridos e provocou a destruição de diversos imóvei

Foto: Reprodução/X
A Colômbia iniciou, nesta terça-feira (11), o segundo dia de buscas por vítimas do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país na segunda-feira (10). O tremor deixou mais de 100 mortos, dezenas de feridos e provocou a destruição de diversos imóveis.
Diante da dimensão da tragédia, o presidente Abelardo de la Espriella declarou "situação de emergência" e informou que todas as capacidades do governo foram mobilizadas para prestar atendimento às comunidades afetadas e levar assistência às áreas atingidas.
Considerado o terremoto mais forte registrado na Colômbia neste século, o tremor aconteceu às 7h34 no horário local, 9h34 pelo horário de Brasília, de acordo com os serviços geológicos colombiano e norte-americano. O epicentro foi localizado nas proximidades de San José del Palmar, no oeste do país.
Logo após o terremoto, cidades da região foram tomadas pelo pânico. Milhares de pessoas precisaram deixar suas casas enquanto prédios desabavam ou apresentavam danos graves, segundo jornalistas da AFP que acompanham a situação.
Em Cali, uma das áreas mais atingidas, pelo menos 20 estruturas foram destruídas e há relatos de pessoas presas nos escombros, conforme as autoridades locais. O principal hospital público da cidade também sofreu graves danos e perdeu "70% da infraestrutura".
"Estamos realizando todos os trabalhos necessários para retirar as pessoas com vida. Muita gente veio, com equipamentos, comida, ajudando os bombeiros, ajudando as pessoas", disse Andrés Felipe Mejía, socorrista voluntário em Cali, à AFP.
Na cidade de Pereira, capital de Risaralda, o prefeito Mauricio Salazar relatou a existência de "muitas pessoas feridas" e outras "presas em meio aos escombros". Segundo ele, a situação no município era "crítica". Já em Manizales, uma das torres da catedral local se desprendeu após o forte abalo.
"Há muitíssimos edifícios com danos estruturais ou em suas fachadas. Neste momento, o trânsito está colapsado, as pessoas não querem voltar para suas casas por medo de um novo tremor", afirmou Jaime Zuluaga, administrador de 50 anos.
Na capital Bogotá, prédios foram evacuados e centenas de pessoas ocuparam as ruas enquanto sirenes eram ouvidas pela cidade. De acordo com o prefeito Carlos Galán, até o momento, foram identificadas apenas rachaduras superficiais em algumas casas e edifícios da capital.
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