O que aconteceu com Eliza Samúdio? Relembre um dos casos mais marcantes do país no século
Mais de 16 anos se passaram e nenhum resto mortal de Eliza foi encontrado

Foto: Reprodução
No dia 4 de junho de 2010, um crime passava a ser o tópico principal dos noticiários brasileiros. A jovem Eliza Samudio, 25 anos, foi sequestrada e assassinada em um sítio de Esmeraldas, Minas Gerais. O autor do crime? Bruno Fernandes de Souza, um dos melhores jogadores brasileiros da época. Com passagens pelo Atlético Mineiro e diversas sondagens da Europa, o goleiro do Flamengo vivia seu auge na carreira, financeiramente e esportivamente, recém-campeão brasileiro.
Bruno e Eliza se conheceram entre o final de 2008 e começo de 2009. De cara, os dois começaram o relacionamento, que era escondido, visto que ele estava noivo no momento. Em 2009, a modelo engravidou de Bruno e tornou a gestação pública, o que deu início a série de ameaças do então atleta. Durante o período da gravidez, inclusive, Eliza chegou a registrar alguns boletins de ocorrência contra ele, tentando se defender.
Em entrevista, no ano de 2009, meses antes de sua morte, Eliza chegou a contar detalhes de todas as amaças que vinha sofrendo. Nos relatos contados por ela, o modus operandi utilizado por Bruno já era ensaiado em tons de ameaças.
“Ele (Bruno) falou assim: ‘Não sei se eu te mato, não sei o que eu faço’. Aí eu falei assim: ‘Se me bater é pior, porque as pessoas vão atrás de você’. Aí ele pegou e falou: ‘Se eu te matar, te jogar em qualquer lugar, não vão descobrir que fui eu’”, disse.
Apesar das ameaças do goleiro e pedidos constantes para desistir da gestação, em fevereiro de 2010 nasceu Bruno Samudio, fruto da relação entre os dois. Pouco tempo depois, em junho, Eliza foi dada como desaparecida e teve sua morte confirmada logo depois.
Segundo investigações, a mãe de Bruninho foi atraída por três promessas de Bruno: reconhecimento formal da paternidade, pagamento da pensão alimentícia e entrega de um apartamento na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A partir desse momento, ela viveu sete dias em cárcere privado, tentando pedir ajuda, mas repudiada em todas as vezes. No dia 10, Eliza foi entregue para para o executor do crime, Marcos Aparecido dos Santos (o "Bola").
Até hoje, quase 16 anos depois do caso, mesmo com buscas incessantes da Polícia Civil mineira, o corpo de Eliza Samudio não foi encontrado. Suspeitas confirmam que a tortura começou por volta das 20h 35 da noite, quando um carro dirigido por Macarrão, grande amigo do goleiro, deixou o sítio e deixou a mulher com o Bola, próximo do aeroporto da Pampulha.
Da Pampulha, o grupo, que ainda continha um primo menor de idade de Bruno e o filho recém-nascido dela, seguiu até a casa de Bola, onde aconteceu o crime. Posteriormente, Macarrão foi contatado e os restos mortais foram ocultados.
Condenações
Bruno Fernandes de Souza- Condenado a 22 anos e 3 meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver. Hoje, ele cumpre a pena em liberdade condicional desde 2023.
Marcos Aparecido dos Santos – Chamado de “O Bola”, ele foi condenado a 22 anos de prisão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Ele cumpria prisão domiciliar, mas foi preso novamente em 2024 por um homicídio em 2009.
Luiz Henrique Romão- “Macarrão” foi condenado a 15 anos de prisão em regime fechado por homicídio, sequestro e cárcere privado. Atualmente, ele está em liberdade condicional.
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