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Ilê Aiyê celebra 52 anos de história, resistência e valorização da cultura negra

Mais do que um bloco carnavalesco, o Ilê Aiyê é símbolo de resistência, identidade e afirmação da cultura afro-brasileira

| Autor: Cauê Verlaine
Ilê Aiyê celebra 52 anos de história, resistência e valorização da cultura negra

Foto: Redes sociais

Ao completar 52 anos de história, o primeiro bloco afro do Brasil reafirma seu papel na luta contra o racismo, na valorização da ancestralidade africana e na construção de uma sociedade mais consciente de sua diversidade cultural.

Fundado em 1º de novembro de 1974, no Curuzu, bairro da Liberdade, em Salvador, o Ilê Aiyê nasceu em um contexto de enfrentamento ao racismo e de fortalecimento do orgulho negro. Desde sua criação, o bloco transformou o Carnaval de Salvador em um espaço de expressão política, cultural e social, levando às ruas uma mensagem de valorização da população negra.

Ao longo de mais de cinco décadas, o Ilê Aiyê construiu uma trajetória marcada pela música, pela dança, pela estética afro e pela educação. Suas cores, seus tambores e suas apresentações se tornaram referências da cultura baiana, ultrapassando as fronteiras da Bahia e conquistando reconhecimento nacional e internacional.

A importância da instituição também está no trabalho desenvolvido fora da avenida. Por meio de iniciativas educativas e culturais, o bloco contribui para a formação de jovens, o fortalecimento da autoestima da população negra e a transmissão de conhecimentos sobre a história e as tradições africanas. A atuação do Ilê Aiyê mostra que o Carnaval pode ser também um instrumento de transformação social e conscientização.

Para marcar os 52 anos, a celebração acontece neste domingo, 1º de novembro de 2026, no Largo da Tieta, no Pelourinho, em Salvador. A programação reúne a Band’Aiyê, artistas convidados e a Feir’Aiyê – Edição Império das Nana Benz, além de marcar o lançamento do tema que será apresentado pelo bloco no Carnaval.

Mais do que celebrar uma trajetória de cinco décadas, o aniversário representa a continuidade de um legado construído por gerações que fizeram da cultura uma ferramenta de luta e afirmação. 

O Ilê Aiyê segue mostrando que sua história não se limita aos dias de Carnaval: está presente na memória, na identidade e na resistência do povo negro.

52 anos depois, o tambor continua ecoando. E, com ele, permanece viva a mensagem que deu origem ao Ilê Aiyê: orgulho de ser negro, respeito à ancestralidade e valorização da cultura afro-brasileira.

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