Vazamento do contrato do BBB 26 expõe cláusulas de exclusividade e restrições; veja detalhes
Contrato garante à emissora direitos universais e irrevogáveis sobre esse uso, sem restrições

Foto: TV Globo/Reprodução
O ex-BBB Pedro Henrique Espíndola, desclassificado do programa após se envolver em um episódio de assédio dentro da casa, levou à Justiça detalhes inéditos do contrato que a Globo estabelece com seus participantes.
A ação, protocolada em 17 de março de 2026, expôs cláusulas do acordo de confidencialidade que regulam a participação no reality show. Entre os pontos levantados, estão a remuneração oferecida aos participantes e o controle rigoroso que a emissora mantém sobre suas atividades e informações pessoais durante o período em que estão confinados.
Um dos trechos que mais chamou atenção do público refere-se à permissão para que a Globo utilize o nome, a imagem e a voz do participante para o treinamento de ferramentas de inteligência artificial. O contrato garante à emissora direitos universais e irrevogáveis sobre esse uso, sem restrições.
Além disso, o acordo impõe limitações severas sobre contatos externos. Mesmo em situações de extrema relevância, a Globo determina se informações pessoais, familiares ou de amigos podem ser acessadas pelo participante. A emissora também define se fatos ocorridos no Brasil ou no exterior, incluindo casos de falecimento, serão comunicados aos confinados, mantendo total controle sobre o fluxo de informações.
SOBRE OS VALORES
Ajuda de custo fixa de R$ 10.500,00, pagos em parcela única em 16 de fevereiro de 2026;
Bônus de permanência de R$ 500,00 por cada semana que o participante sobrevivesse ao paredão;
Taxa de desclassificação prévia, no caso de participação no processo de seleção sem entrada na casa, limitada a R$ 1.631,00;
O prêmio pode ser pago em certificados de ouro, a critério da Globo;
O prêmio é entregue 30 dias após a exibição do último programa com a participação do vencedor, mediante apresentação de documentação completa indicada pela emissora;
A Globo não se responsabiliza pela entrega de prêmios fornecidos por patrocinadores.
TRABALHO E IMAGEM
O participante pode manter outras atividades profissionais, desde que não conflitem com a Globo ou com a agenda do reality;
Fotos e vídeos pessoais sem cunho comercial são permitidos nos perfis oficiais;
A emissora pode realizar brincadeiras com edição de imagens, animação ou dublagem da voz para criar situações de humor sobre o participante;
O participante deve nomear alguém para gerir sua vida digital durante a permanência na casa;
É proibido fechar contratos com marcas que não sejam patrocinadoras durante a vigência, e 40% do valor arrecadado com publicidade vai para a agência VIU Agenciamento;
É vedada qualquer edição, montagem ou alteração de narrativa em fotos e vídeos oficiais;
Os administradores podem publicar até 2 vídeos, de no máximo 1 minuto cada, por hora, extraídos do Globoplay ou da TV;
O contrato proíbe agressões físicas, assédio moral ou sexual, sob pena de expulsão imediata;
É proibido ter viés político-partidário ou de natureza religiosa dentro da casa;
A emissora impõe sigilo perpétuo, ou seja, é proibido revelar qualquer detalhe da produção ou participação antes da divulgação oficial ou após o término.
SOBRE MONITORAMENTO NO PROGRAMA
As imagens íntimas gravadas no banheiro são registradas, ainda que não utilizadas pela produção;
Os participantes são filmados 24 horas por dia em todas as dependências, incluindo banheiros, confessionário e dormitórios;
Cada participante concorda em assumir riscos durante a participação, isentando a Globo de responsabilidade por acidentes ou danos à integridade física e psicológica;
Não é permitido recusar ações de merchandising durante a permanência, sem direito a remuneração adicional;
Contato com a equipe da Globo é proibido, salvo orientação da produção;
Remover o microfone durante a permanência não é permitido, exceto se autorizado pela produção.
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