Laudo será confrontado na Justiça, diz advogado da família de Marília Mendonça
Resultado da perícia aérea apontou que não houve falhas mecânica nem humana

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Após receber o laudo final da perícia do acidente aéreo que causou a morte da cantora, o advogado da família de Marília Mendonça, Robson Cunha, esclareceu que o órgão responsável pelo relatório, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira (FAB), não tem como objetivo fazer apontamentos. A partir de agora, as questões serão tratadas na esfera judicial, disse Cunha, segundo Léo Dias, do portal Metrópoles.
Segundo o advogado, somente na esfera judicial é que pontos serão confrontados. “Existem vários apontamentos que são técnicos. Nós não temos elementos para serem contraditados. Agora, na esfera judicial é que vai ser dada essa oportunidade”, disse Robson Cunha.
Durante a coletiva, jornalistas questionaram a possibilidade dos cabos da companhia de energia terem causado o acidente. O advogado esclareceu que a questão será tratada na ação judicial, respeitando o regramento legal.
“A gente tem um fator externo que foi o preponderante para o acidente, que são os obstáculos, os cabos de energia. Se eles estão dentro de uma área ou não passível de ter essa identificação, vamos tratar isso na esfera judicial”, disse o Dr. Robson Cunha.
“Nós temos agora uma conclusão de que não houve uma falha operacional da máquina”, disse o advogado e seguiu: “A gente já sabe o que foi preponderante para o acidente, o obstáculo. Então agora vamos ter que identificar se esse obstáculo há ou não a obrigatoriedade de estar identificado”.