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Brics avança em utilização de nova moeda em negociações entre países-membros

secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores, Maurício Lyrio falou com a imprensa sobre as negociações

| Autor: Vítor Lyrio

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Brics, sob a presidência rotativa do Brasil desde 1º de janeiro, está avançando no uso de moedas locais para realizar operações financeiras relacionadas ao comércio e investimentos entre os países-membros do grupo. A confirmação foi dada pelo secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Mauricio Lyrio, nesta sexta-feira (21), em conversa com jornalistas em Brasília. O objetivo dessa iniciativa é reduzir os custos das operações comerciais e financeiras das nações emergentes. Segundo Lyrio, o uso de moedas locais já é uma prática comum no comércio bilateral entre os membros do Brics, e a presidência brasileira continuará a promover essa prática durante seu mandato.

O sistema de pagamentos em moedas locais está entre as prioridades das potências regionais neste ano e será debatido na próxima semana, durante reuniões entre os principais líderes-negociadores representantes das 11 nações integrantes do bloco: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Etiópia e Irã. Apesar do avanço no uso de moedas locais, o Brics não discutirá a criação de uma moeda comum para o bloco neste momento. Lyrio explicou que a criação de uma moeda comum é um processo complexo e que há outras maneiras de reduzir os custos de operação. No entanto, ele não descartou a possibilidade de os chefes de Estado do Brics discutirem a adoção de uma moeda comum no futuro.

As reuniões da próxima semana também servirão para apresentar aos sherpas do Brics as demais prioridades do Brasil no comando do grupo, incluindo cooperação em saúde, financiamento de ações de combate à mudança do clima, comércio, investimento e finanças do Brics, governança da inteligência artificial e desenvolvimento institucional do Brics. A cúpula de chefes de Estado do Brics está prevista para ocorrer nos dias 6 e 7 de julho, no Rio de Janeiro, onde essas prioridades serão alinhadas e discutidas

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