Acusada de envolvimento na morte de estudante diz que motoqueiro fez os disparos
Para a policia, ela diz que foi chamada por "Neguinha, que conheceu no dia do crime, para fumar"

Foto: Reprodução/Redes Sociais
A mulher que foi presa acusada de envolvimento na morte da jovem Cristal Rodrigues Pacheco, de 15 anos, afirmou aos policiais que o tiro que matou a estudante foi disparado por um motoqueiro que passava em frente ao Passeio Público, no Campo Grande, em Salvador, na manhã desta terça-feira (3).
Em um vídeo que circula nas redes sociais, é possível ver Gilmara Daiam de Sousa Brito, 31 anos, relatando o que teria acontecido no dia do assalto. Para a policia, ela diz que foi chamada por "Neguinha, que conheceu no dia do crime, para fumar". Ela ainda disse que, ao avistar a estudante, acompanhada pela mãe e irmã, de 12 anos, a mulher resolveu abordá-la com uma arma de papelão.
Ao ser questionada sobre como recebeu o tiro de raspão no braço, a mulher disse que "esse tiro eu estava de costa, o cara da moto meteu a bala e agarrou aqui [mostra o braço] e acho que foi essa mesma bala que acertou a menina".
“O cara da moto passou e meteu a bala, agarrou em mim e pegou nela [Cristal]. Foi um tiro só”, contou.
A diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegada Andréa Ribeiro, não confia nas informações de Gilmara e nega o envolvimento dessa terceira pessoa, e afirmou na noite de terça, após a prisão da suspeita, que ela teria confessado a família que " acidentalmente" acionou a arma, de modo que até se feriu. "Temos elementos suficientes para afirmar que ela andava armada na região do Centro desde junho", disse a delegada.