NotíciasBrasilRicardo Nunes convoca servidores para ato pró-Flávio e entra na mira do Ministério Público

Ricardo Nunes convoca servidores para ato pró-Flávio e entra na mira do Ministério Público

Ministério Público do Trabalho deu 24 horas para a Prefeitura de São Paulo explicar denúncia de assédio eleitoral.

| Autor: Redação - Varela Net
Ricardo Nunes convoca servidores para ato pró-Flávio e entra na mira do Ministério Público

Foto: Reprodução

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), aparece em vídeos convocando servidores comissionados da prefeitura a participar de atos políticos em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. O caso ocorre enquanto o Ministério Público do Trabalho em São Paulo (MPT-SP) apura uma denúncia de possível assédio eleitoral envolvendo a administração municipal e entidades conveniadas.

Nesta quarta-feira (21), o MPT deu prazo de 24 horas para que a prefeitura apresente esclarecimentos sobre a denúncia. Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, o órgão solicitou documentos e informações sobre a reunião política realizada antes do ato de campanha de Flávio Bolsonaro, na Avenida Paulista, no domingo (18).

Em um dos vídeos divulgados nas redes sociais, Nunes pede que os servidores divulguem a campanha do candidato, usem adesivos e participem de manifestações políticas.

“Precisamos colocar o adesivo no nosso carro, colocar o 22 no peito e nas nossas redes sociais, participar dos atos, falar com as pessoas”, afirmou o prefeito. Em seguida, declarou acreditar que Flávio Bolsonaro teria “uma grande vitória”.

A situação levantou questionamentos sobre possível assédio eleitoral e uso do cargo público para mobilizar funcionários em favor de uma candidatura. Reportagens também reuniram relatos de servidores que afirmaram ter sofrido pressão para comparecer ao ato, incluindo o receio de retaliações profissionais. Há ainda relatos sobre listas de presença e a oferta de folgas a funcionários de uma creche conveniada.

A legislação permite que servidores participem voluntariamente de atividades de campanha fora do horário de trabalho, mas proíbe a convocação obrigatória e o uso da estrutura pública para favorecer candidaturas. A eventual caracterização de irregularidades depende da apuração dos fatos e da análise das autoridades competentes.

Até o momento, o MPT não confirmou que a denúncia sob investigação se refere especificamente aos episódios registrados nos vídeos. Procurada pela imprensa, a Prefeitura de São Paulo não havia se manifestado até a publicação das reportagens.

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