Polícia indicia envolvidos por tentativa de coagir testemunhas sobre morte do cão Orelha
Segundo as autoridades, os suspeitos teriam atuado para intimidar pessoas que poderiam colaborar com o inquérito

Foto: Reprodução/Redes sociais
A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) realizou uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (27), na qual apresentou novos detalhes da investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha. O animal, que vivia há cerca de dez anos na região da Praia Brava, em Florianópolis, foi brutalmente espancado por quatro adolescentes no início do mês e precisou ser submetido à eutanásia. O grupo também teria tentado afogar outro cachorro que convivia com Orelha, chamado Caramelo.
De acordo com a investigação, as intimidações teriam ocorrido por meio de ameaças diretas e pressões psicológicas, com o objetivo de impedir que testemunhas prestassem depoimentos ou mantivessem versões já apresentadas à polícia. A prática é considerada crime e pode agravar a situação jurídica dos envolvidos no processo.
A polícia informou que reuniu provas suficientes para o indiciamento, incluindo relatos de testemunhas, mensagens e outros elementos que apontam para a tentativa de obstrução da Justiça. O material foi encaminhado ao Ministério Público, que irá analisar o caso e decidir sobre o oferecimento de denúncia.
O caso segue em investigação, e as autoridades reforçam a importância de que testemunhas se sintam seguras para colaborar com o trabalho policial. A Polícia Civil destacou que qualquer tentativa de coação será tratada com rigor, visando garantir a transparência e a correta apuração dos fatos.
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