Ministério Público junto ao TCU pede suspensão de reajuste do Bolsa Família
Representação indica possível descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal e questiona ausência de previsão orçamentária para o reajuste

Foto: Lyon Santos/MDS
O Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União) solicitou a suspensão do reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nessa quinta-feira (17).
A representação, apresentada pelo subprocurador-geral do MPTCU Lucas Rocha Furtado, questiona a existência de previsão orçamentária para bancar o aumento. Ele pede a investigação de possíveis irregularidades.
Na solicitação, o subprocurador declara que “o decreto não apresenta qualquer estimativa de impacto financeiro, não indica a fonte de custeio e não demonstra compatibilidade com a LOA 2026 ou com a LDO”. Para Furtado, a medida pode ter desrespeitado regras previstas na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).
O documento menciona artigos da lei, que tratam das condições para a criação ou expansão de despesas públicas. Entre as exigências indicadas estão a estimativa do impacto orçamentário-financeiro e a demonstração de que o aumento é compatível com a Lei Orçamentária Anual, o Plano Plurianual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias.
O subprocurador solicita que o presidente Lula e os ministros que assinaram o decreto sejam notificados para, em até 15 dias, apresentar justificativas e demonstrar a existência de dotação orçamentária e de estimativa de impacto financeiro.
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