Minas Gerais entrega primeiro lote nacional de terras raras para produção de ímãs no Brasil
Projeto pioneiro em Poços de Caldas marca avanço na cadeia de materiais estratégicos para tecnologia e indústria

Foto: Meteoric/Divulgação
Uma mineradora de Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais, anunciou a entrega do primeiro lote nacional de terras raras destinadas à produção de ímãs permanentes no Brasil, em um marco considerado histórico para a cadeia de insumos estratégicos do país.
As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos essenciais para a fabricação de ímãs de alto desempenho usados em motores elétricos, turbinas eólicas, carros elétricos e equipamentos eletrônicos. Até agora, o Brasil dependia de importações desses materiais, especialmente da Ásia, onde se concentra a maior parte da produção mundial.
O lote entregue pela mineradora, fruto de investimento em tecnologia e processamento mineral, representa um passo importante para a autossuficiência brasileira em materiais estratégicos, o que pode fortalecer a indústria local e reduzir a dependência de fornecedores externos em setores de alta tecnologia e energia limpa.
O projeto começou a ser desenvolvido há anos e envolveu parcerias com instituições de pesquisa e universidades para aperfeiçoar técnicas de extração e processamento de elementos como neodímio e disprósio, usados na produção de ímãs de neodímio-ferro-boro (NdFeB), entre os mais potentes disponíveis no mercado.
Representantes da empresa destacaram que a produção nacional de terras raras pode reduzir custos logísticos, ampliar a competitividade da indústria brasileira e atrair investimentos em tecnologia verde e de ponta. Esses materiais são considerados fundamentais para a transição energética e para a eletrificação de setores industriais e de transporte.
Especialistas entrevistados por veículos de imprensa ressaltam que o desenvolvimento de uma cadeia integrada de terras raras no Brasil pode colocar o país em posição estratégica no cenário global, especialmente em um momento em que há crescente demanda por insumos ligados à tecnologia e sustentabilidade.
O primeiro lote entregue deve ser utilizado por empresas que já atuam na produção de ímãs e componentes tecnológicos, com potencial de expandir o uso desses materiais em aplicações industriais e de energia renovável.
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