Malafaia defende saída de Flávio Bolsonaro para os EUA: “Queriam que ficasse para ser preso?”
Pastor acusou Alexandre de Moraes de perseguição política, mas também cobrou provas das alegações de fraude nas eleições presidenciais

Foto: Redes Sociais/Vittor Sales
O pastor Silas Malafaia saiu em defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta quarta-feira (28), após o parlamentar deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos. Em vídeo publicado nas redes sociais, o religioso classificou a decisão de Flávio como correta e questionou as críticas à viagem, realizada após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.
“Queriam o quê? Que Flávio ficasse para ser preso?”, questionou Malafaia. Na gravação, o pastor também criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem acusou de atuar politicamente contra o senador.
“Ele não é magistrado, ele é um agente político no STF!”, declarou.
Malafaia também contestou a decisão judicial que determinou a entrega dos passaportes de Flávio à Polícia Federal (PF) e o proibiu de deixar o país. O religioso classificou a medida como perseguição política e questionou o intervalo entre a confirmação do resultado eleitoral e o pedido da PF, posteriormente autorizado por Moraes.
Flávio chegou aos Estados Unidos acompanhado da esposa e das duas filhas, segundo informações divulgadas pela imprensa. A viagem ocorreu após o ministro determinar a apreensão dos passaportes do senador, que não cumpriu o prazo estabelecido para entregar os documentos.
Apesar de defender o senador, Malafaia também criticou as acusações de fraude na eleição presidencial sem apresentação de provas. Em outra manifestação, o pastor afirmou que Flávio tem o direito de contestar judicialmente o resultado, mas ressaltou que denúncias precisam ser sustentadas por evidências.
“Uma verdade que não tem prova passa a ser calúnia”, declarou.
Malafaia afirmou ainda que Flávio havia concordado com a prorrogação do horário de votação até as 19h e questionou as alegações de que teria ocorrido manipulação durante as duas horas adicionais. O pastor disse que não compactuaria com acusações sem comprovação, embora defendesse o direito do candidato derrotado de recorrer à Justiça.
Dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que 34.393 votos foram registrados após as 17h. Lula venceu Flávio por uma diferença superior a 4,4 milhões de votos. A extensão do horário foi autorizada após relatos de dificuldades de eleitores para chegar aos locais de votação.
Ao defender a saída do senador do país e, ao mesmo tempo, cobrar provas de irregularidades eleitorais, Malafaia adotou posições distintas sobre os desdobramentos da derrota. O pastor afirmou que reconhece erros na campanha de Flávio, mas rejeitou a interpretação de que contestar judicialmente uma eleição represente, por si só, uma tentativa de golpe.
“Flávio tem o direito de questionar as eleições. Ele é o candidato. Não é golpe. Qualquer nação do mundo democrático, o cara que perde tem o direito de questionar”, afirmou.
Ao final da gravação, Malafaia pediu orações pelo país e demonstrou preocupação com o cenário político após a eleição.
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